Um vício chamado pornografia

março 1, 2010

o vicio da pornografiaÉ comum para as pessoas – acostumadas com o pornográfico – manifestar atitudes lascivas nas conversas, nos olhares, nos pensamentos, como também em seus gestos de carinhos, infelizmente, nem sempre puros.

Atualmente, uma das maiores fontes de recursos financeiros é a indústria pornográfica, que cresce a cada ano, não somente nos Estados Unidos como também no Brasil.
O acesso para este tipo de produto modernizou-se, e para ficar menos ofensivo, trocou de nome.  Aquilo que era sinônimo de vulgaridade, para se tornar mais popular, passou a ser conhecida como “produto destinado ao público adulto”. leia mais


A superação de uma traição

dezembro 20, 2009

superação de uma traiçãoAo contrário do que se possa imaginar, esse tipo de problema atinge não somente os casamentos mais recentes, como também os que já superaram algumas dezenas de anos.

Os casos de traição são sempre tratados pelos filmes e novelas de maneira romântica, na tentativa de se viver um amor verdadeiro. Os protagonistas, nesses episódios, se envolvem quase sempre num jogo de sedução, no qual as justificativas para a infidelidade são muitas, como a agressividade do parceiro, o desgaste da relação, a falta de atenção do cônjuge, entre outros argumentos. Esse tema, quando tratado nas novelas, além de garantir a essas atrações televisivas muitos ponto de audiência,  poluem, com fantasias, a mente dos telespectadores, os quais, muitas vezes, se revestem das razões apresentadas pela ficção. Entretanto, na vida real, os relacionamentos extraconjugais provocam sequelas muito mais profundas do que vemos nas telas, pois sempre são apresentados de modo glamoroso e fantasioso pela cinematografia. leia mais


A falta do desejo sexual entre o casal

maio 26, 2009

a falta de desejo sexualO prazer sexual não se prende apenas a alguns momentos que sustentam o ato em si, mas se estende por dias a fio, nos quais o casal ainda alimenta, com gestos de carinho.

Ninguém nos conhece melhor do que o nosso cônjuge, pois, diariamente, por meio da vida partilhada, acompanha o desenvolver de nossas capacidades e conhece as nossas limitações. Contudo, desapontamentos hão de acontecer dentro do convívio entre marido e mulher, e para evitar que pequenas brigas gerem grandes “icebergs” nos relacionamentos, os casais precisam entender que, além de suas diferenças, eles estão também em constante formação. leia mais


Carnaval sem traumas

janeiro 25, 2008

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Acreditar que vale tudo pela emoção do sonho realizado pode levar muitos a desfazer o “castelo” que tinham idealizado.

O Brasil tem o privilégio de promover a grande festa do carnaval, renomado pela beleza dos desfiles, pela grande quantidade de pessoas que se mobilizam para trabalhar na “indústria da alegria”, assim como por outras centenas de milhares de turistas que vêm para apreciar esse espetáculo. Ao ritmo de percursionistas, grupos de passistas marcam a cadência e a harmonia de suas evoluções. Todos os integrantes, empenhados num mesmo ardor, desfilam, com esmero, sua animação e alegria ao longo de 60 minutos. Realmente, é um espetáculo grandioso!


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Hoje, por outro lado, não podemos negar que essa festa se tornou também um modo de extravasar outros desejos, os quais são encarados com certa naturalidade pela sociedade nesta época do ano. Muitos de nós, querendo viver momentos de alegria e prazer, lançamos mão das justificativas de uma liberdade provisória, – talvez aspirando anestesiar frustrações ou carências – e avançamos decididos, passando por cima das barreiras do pudor.

“Pierrôs” e “Colombinas”, sedados pelos apelos e pelo ambiente, envolvem-se no consumo de drogas, bebidas alcoólicas e sexo desregrado – muitos deles auxiliados pelo Estado, que disponibiliza dispositivos de contracepção para o público. Após cada dia de folia, encontramos pessoas pelas ruas, as quais não conseguiram voltar para casa devido à embriaguez. Outras, conscientes do descompromisso, permitem-se envolver intimamente com alguém que conheceu no salão de baile.

Dessa maneira, adultos e adolescentes – enredados por todos os atrativos – perdem o sentido de responsabilidade e se lançam nas corredeiras do “vale tudo”.

Sabemos que não temos “sete vidas” assim como também não possuímos uma “tecla de retrocesso”, por meio da qual podemos corrigir os atos mal sucedidos. Acreditar que vale tudo pela emoção do sonho realizado pode levar muitos a desfazer o “castelo” que tinham idealizado. Pois, de alguma maneira, as conseqüências de nossas opções certamente nos atingem, assim como também atingem as pessoas mais próximas. Estar conscientes dessa realidade nos ajuda a nos empenharmos em favorecer somente a comunhão de nossas alegrias com os demais.

Buscar oportunidades de realizar nossos sonhos e desejos é nosso direito, entretanto, descobrir como vivê-los de maneira saudável e duradoura é a atitude que precisa ser observada – não apenas nos dias de grandes celebrações –, mas a cada dia de nossa existência.

Um abraço,

Dado Moura


Sexo no namoro

outubro 1, 2007

7112.jpgEm algumas culturas o fator que rege a decisão de se casar não cabe aos namorados, mas a outros interesses que favorecem as famílias envolvidas, como o pagamento de dotes – em formade dinheiro ou outros bens. Em nossos dias, na cultura ocidental, após certo tempo de namoro, o casal decide por si mesmo o momento de se casar.

Casar-se significa muito mais do que ter alguém com quem dormir junto. A decisão dos namorados de se casar deverá estar fundamentada no desejo de comungar os mesmos propósitos. Entre muitos aspectos – que incidem nessa decisão – estão a preocupação com respeito à moradia, às condições financeiras necessárias para se começar a vida, à espiritualidade, especialmente se um dos cônjuges for de religião diferente, assim como com relação ao melhor momento de se conceber filhos, entre outros. Se como namorados o diálogo e a reconciliação já fazem parte de suas vidas, tais atitudes serão ainda mais exigidas do casal na vivência do matrimônio, pois a harmonia se torna mais fecunda quando todas as decisões são tomadas em conjunto.

Por melhor que seja o convívio entre os namorados, ou independentemente do tempo de namoro, não confere ao casal os mesmos direitos daqueles que estão vivendo o sacramento do matrimônio, ou seja, a intimidade sexual. O calor das paixões dos jovens casais, especialmente quando estes se encontram em lugares muito reservados, poderá levá-los a viver uma experiência íntima, regada por juras de amor, promessas de casamento ou talvez simplesmente fundamentada no desejo da realização de um prazer genital.

Muitos namorados não preparados psicológica nem emocionalmente vivem as conseqüências implícitas na relação sexual. Eles se tornam pais quando ainda não passam de adolescentes crescidos. Assustados com a inesperada surpresa, poderão esquecer-se das juras de amor eterno e da responsabilidade que diziam estar dispostos a assumir. E na tentativa de equacionar a questão de uma gravidez prematura, alguns casais tomam a decisão imatura de se casar, embora muitos vivam na dependência de seus pais, pois ainda estão estudando, não têm um trabalho ou na pior das hipóteses: nunca pensaram realmente na possibilidade de se casar com aquela pessoa.

Certamente, os planos para o futuro dos casais de namorados ou noivos são para o término de seus estudos, entre outras coisas. Para se evitar uma reviravolta em seus projetos de vida, melhor será conduzir o relacionamento na condição de viver o processo natural de conhecimento mútuo. Afinal se existe uma pretensão de se casar, penso ser também necessário buscar a amizade com os familiares de ambos os lados, aplicar-se reciprocamente nas descobertas de outros sinais importantes, que os auxiliarão no processo de encontrar o equilíbrio no relacionamento e desenvoltura para superar os conflitos pessoais.

Acredito que a antecipação dos acontecimentos poderá levar o casal a viver uma difícil experiência no casamento. Mesmo que a intimidade no namoro seja assumida como uma tendência natural aos olhos das pessoas mais liberais, busquemos entender que a realização e a plenitude de um amor maduro não florescem da explosão dos hormônios. Estas se darão na confirmação do compromisso que, no ápice da intimidade abençoada, marido e mulher se declaram – no silêncio das palavras – sua pertença incondicional ao outro.

Um abraço e até breve.

Dado Moura

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Da paquera à traição

abril 30, 2007

paquera.jpgPensar na possibilidade de que a pessoa com quem nos relacionamos está vivendo um “affair” pode nos causar calafrios na espinha. Ainda que seja apenas uma piscadinha ou uma olhadinha, isso não deve ter espaço dentro da relação compromissada entre os casais; sejam eles casados ou namorados. Facilmente, um ato aparentemente inocente, pode favorecer uma atmosfera para se iniciar a traição, se a outra pessoa corresponder favoravelmente à primeira atitude.

O sentimento de “ainda provocar suspiros” pode estimular tanto homens como mulheres, fazendo com que se sintam atraentes, charmosos, bonitos e até pensar que mantêm ainda latente a arte do encantamento.


Podcast


Ninguém está totalmente imune a essas tentações relacionadas com o sexo oposto. “Quem brinca com fogo pode se queimar” já diz o ditado popular. A imunidade contra este mal não existe, por isso, se um “dragão de sete cabeças” estiver rondando nossos relacionamentos, será necessário não alimentar qualquer tipo de atitude que possa fortalecer suas forças destruidoras. Infelizmente, sabemos de pessoas que estão cultivando esse tipo de “monstro”, ainda que seja um “filhote”, aparentemente inofensivo. Contudo, devemos considerar que este crescerá ao ritmo das paixões desenfreadas.

Quando decidimos viver um relacionamento, assumimos vive-lo sob os mesmos laços de sentimentos. Estamos diretamente ligados e comprometidos por meio da confiança e do respeito mútuo. Qualquer pensamento ou atitude que fira os laços de compromissos, provocará um grande desconforto e abalará nossas estruturas.

Se uma crise pode abalar casais de namorados quando estes vivem tal situação, imaginemos quais seriam seus efeitos na vida conjugal, em que os laços de confiança, respeito e responsabilidade não se limitam apenas entre o casal, mas se estendem até os filhos.

Se houver a confirmação de uma relação extraconjugal, ficamos a imaginar em que poderíamos ter errado, no que estamos falhando, o que fulano (a) tem que atrai nosso (a) cônjuge, etc. Ainda neste “caldeirão” de sentimentos feridos e de ciúme, pensamos na vergonha e como enfrentaremos a situação diante dos filhos, da família, amigos e de todos aqueles que fazem parte do nosso círculo de amizade.

Crises e dificuldades vividas ao longo da vida conjugal não são poucas e tampouco deixarão de existir. Talvez, sejam inúmeras as justificativas que poderíamos discorrer na tentativa de justificar um ato de adultério, mas antes que isso aconteça, melhor seria ressaltar aqueles motivos que nos imbuiu a viver uma vida a dois, os quais, foram ratificados pelo sacramento do matrimônio. Entretanto, sem o desejo de revitalizar os laços conjugais na sua plenitude, a busca por uma realização fora do casamento, puramente por prazer ou fuga, se tornará uma busca interminável.

A superação de cada momento de crise acontecerá quando ambos assumirem que há um Deus apaixonado por cada um deles e que por Sua vontade os uniu em corpo e alma. A beleza dos frutos desse sacramento está na força restauradora que revitaliza os casais de coragem e atualiza suas consciências a respeito dos projetos que têm a realizar na vida conjugal.

Ainda que haja, numa relação extraconjugal, a aparente união física na intimidade entre quatro paredes, não haverá e nem terá como acontecer a celebração da comunhão de corpo e alma, que alegra o espírito.

Deus nos abençoe.

Dado Moura