Sexo no namoro

outubro 1, 2007

7112.jpgEm algumas culturas o fator que rege a decisão de se casar não cabe aos namorados, mas a outros interesses que favorecem as famílias envolvidas, como o pagamento de dotes – em formade dinheiro ou outros bens. Em nossos dias, na cultura ocidental, após certo tempo de namoro, o casal decide por si mesmo o momento de se casar.

Casar-se significa muito mais do que ter alguém com quem dormir junto. A decisão dos namorados de se casar deverá estar fundamentada no desejo de comungar os mesmos propósitos. Entre muitos aspectos – que incidem nessa decisão – estão a preocupação com respeito à moradia, às condições financeiras necessárias para se começar a vida, à espiritualidade, especialmente se um dos cônjuges for de religião diferente, assim como com relação ao melhor momento de se conceber filhos, entre outros. Se como namorados o diálogo e a reconciliação já fazem parte de suas vidas, tais atitudes serão ainda mais exigidas do casal na vivência do matrimônio, pois a harmonia se torna mais fecunda quando todas as decisões são tomadas em conjunto.

Por melhor que seja o convívio entre os namorados, ou independentemente do tempo de namoro, não confere ao casal os mesmos direitos daqueles que estão vivendo o sacramento do matrimônio, ou seja, a intimidade sexual. O calor das paixões dos jovens casais, especialmente quando estes se encontram em lugares muito reservados, poderá levá-los a viver uma experiência íntima, regada por juras de amor, promessas de casamento ou talvez simplesmente fundamentada no desejo da realização de um prazer genital.

Muitos namorados não preparados psicológica nem emocionalmente vivem as conseqüências implícitas na relação sexual. Eles se tornam pais quando ainda não passam de adolescentes crescidos. Assustados com a inesperada surpresa, poderão esquecer-se das juras de amor eterno e da responsabilidade que diziam estar dispostos a assumir. E na tentativa de equacionar a questão de uma gravidez prematura, alguns casais tomam a decisão imatura de se casar, embora muitos vivam na dependência de seus pais, pois ainda estão estudando, não têm um trabalho ou na pior das hipóteses: nunca pensaram realmente na possibilidade de se casar com aquela pessoa.

Certamente, os planos para o futuro dos casais de namorados ou noivos são para o término de seus estudos, entre outras coisas. Para se evitar uma reviravolta em seus projetos de vida, melhor será conduzir o relacionamento na condição de viver o processo natural de conhecimento mútuo. Afinal se existe uma pretensão de se casar, penso ser também necessário buscar a amizade com os familiares de ambos os lados, aplicar-se reciprocamente nas descobertas de outros sinais importantes, que os auxiliarão no processo de encontrar o equilíbrio no relacionamento e desenvoltura para superar os conflitos pessoais.

Acredito que a antecipação dos acontecimentos poderá levar o casal a viver uma difícil experiência no casamento. Mesmo que a intimidade no namoro seja assumida como uma tendência natural aos olhos das pessoas mais liberais, busquemos entender que a realização e a plenitude de um amor maduro não florescem da explosão dos hormônios. Estas se darão na confirmação do compromisso que, no ápice da intimidade abençoada, marido e mulher se declaram – no silêncio das palavras – sua pertença incondicional ao outro.

Um abraço e até breve.

Dado Moura

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Quero um casamento feliz

julho 11, 2007

6262txt.jpgSe para estabelecer fortes laços de amizades precisamos “quebrar o gelo”, num relacionamento conjugal será necessário rasgar a película do individualismo.

É estranho perceber que muitos casais, mesmo quando já têm anos de convivência, vivem como se não houvesse um compromisso comum entre eles. Sabemos que deixamos marcas sensíveis daquilo que somos e, em muitos outros casos, absorvemos os modos daquele com quem convivemos. A partir dessas experiências, ficamos mais comprometidos com aqueles que estão ao nosso lado, por meio da cumplicidade comum que rege nossos relacionamentos. leia mais


Um sentimento chamado paixão

fevereiro 10, 2007

Um sentimento chamado paixãoA paixão deverá ser capaz de acender o “pavio” do verdadeiro amor

Quando se fala de paixão, freqüentemente fazemos ligação com algo relacionado ao amor ou ao sexo. De alguma maneira, esta se caracteriza por nos impulsionar a realizar nossos mais profundos desejos. Ela, nos estimula a levar um projeto de vida até o fim.

De outra maneira muito particular, sabemos que a paixão também está relacionada à dor e ao sofrimento. leia mais


Quando o namoro chega ao fim

dezembro 27, 2006

quando o namoro chega ao fim

O fim do namoro: Nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes.

A novidade dos primeiros momentos de namoro traz para a vida um colorido diferente, um estímulo que nem a distância, nem as condições atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer que os enamorados adiassem um encontro. Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados, flores e, ultimamente, os “torpedos” por meio dos celulares, continuamente “explodem”, enchendo os corações dos apaixonados com mensagens de amor.


Podcast


Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força.O desinteresse nos compromissos é justificado por “desculpinhas”, entre outras coisas, que originalmente não faziam parte do relacionamento. Há a impressão de que a relação parece estar sendo sustentada apenas por um dos namorados. As evidências apontam para caminhos que talvez o mais apaixonado dos dois não gostaria de assumir… Seja pelo longo tempo de convivência ou seja pela insistência em acreditar que ainda poderá haver o desejo de uma mudança concreta de comportamento do outro.

A cumplicidade nos objetivos comuns é a base de todo relacionamento sadio.

Cumplicidade esta que, acredito eu, repousa na predisposição às mudanças em razão da felicidade de quem amamos. Por que alguém haveria de insistir no namoro se não existe a mesma cumplicidade e empenho por parte do outro em manter o compromisso?

Acredito que nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes. Por outro lado, o término de um relacionamento, normalmente acontece somente por um dos namorados. Com isso, aquele(a) que ainda se sente apaixonado(a), como que tomado por uma cegueira, poderá buscar uma reaproximação, mesmo sabendo que estava sendo parcialmente correspondido(a) em seus anseios.
Isso, será uma situação de difícil “digestão”; mas a persistência em retomar o relacionamento, sem a vontade do outro, apenas ferirá sua auto-estima.
Assim, para aquele que vive a dificuldade da aceitação do rompimento, será necessário um tempo para recompor suas emoções e até mesmo para avaliar o que foi vivido.

Em nossas convivências pessoais, aprendemos a acolher e a assimilar situações que antes poderíamos pensar não ser capazes de administrá-las; entretanto, essas experiências nos farão mais maduros e seguros. Mesmo que esse processo possa ser doloroso, tudo será útil e nos servirá de parâmetros de avaliação sobre as qualidades e interesses desejados para um futuro relacionamento, assim como, nos ensinará a ponderar sobre o nosso próprio comportamento e expectativas dentro da convivência numa vida a dois.

Ainda que você esteja meio atordoado(a) pelo sentimento ferido devido ao rompimento, a retomada das atividades simples de entretenimento e a convivência com amigos sempre serão importantes, pois do contrário, o fechamento e o medo do mundo tendem a levá-lo(a) a situações mais delicadas e de desânimo.

O nosso crescimento pessoal se faz com experiências e nem sempre o mundo nos poupará de viver somente as mais agradáveis.

Veja entrevista na TV Band sobre este tema

Leia também:

Namorar com os olhos no futuro
Namorar não é facil
O namoro acabou e agora?
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Quando o ex volta a rondar
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Namorados que nasceram para ser amigos

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Deus abençoe. Abraços

Dado Moura


Será que estou apaixonado?

dezembro 17, 2006

rosa.jpgEssa descoberta nos estimula a trabalhar em nossas diferenças a fim de minimizar os conflitos e promover a harmonia em nossos namoros e vida a dois.

Sabemos que os dedos das mãos não são iguais. Tal como os dedos de nossas mãos, somos também diferentes uns dos outros. Temos personalidade própria, hábitos e costumes distintos e de repente nos vemos envolvido com uma outra pessoa, rica em peculiaridades e diferenças. leia mais


Quando é namoro ou amizade?

dezembro 11, 2006

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como podemos identificar se é namoro ou amizade?

O homem não nasceu para viver isolado. Disso sabemos e inclusive estudamos na escola a importância dos nossos relacionamentos. Poderíamos dizer que a amizade entre as pessoas fundamenta-se nos encontros de suas necessidades diversas e em suas descobertas conjuntas baseadas na lealdade e no comprometimento de ambas as partes.

Ainda quando estávamos dentro do convívio familiar, nossos abraços, beijos e outras manifestações de carinho tinham uma conotação fraterna. Num convívio social mais abrangente vivemos uma outra dimensão na qual continuamos a ser fraternos, mas com pessoas que não tínhamos convivido anteriormente.

A preocupação e o carinho recebido por parte de nossos amigos, poderiam facilmente ofuscar nossa visão, a ponto de acharmos estar apaixonado ou viver um outro tipo de amor, platônico ou não, por esta pessoa. Mas, se um namoro começa a partir de uma amizade verdadeira, como podemos identificar se o nosso abraço está ganhando um sabor diferenciado? Poderia aquele(a) amigo(a) ser um(a) futuro(a) namorado(a)?

Do convívio de amigos de longo tempo e da admiração por suas qualidades, da maneira de pensar,etc. a pessoa pode pensar ter encontrado a sua cara-metade.
Assim como o valor de um diamante se concentra na ausência de impurezas, nossos sentimentos, da mesma forma precisam ser trabalhados, a fim de identificar e eliminar as impurezas que podemos colocar, quando nos sentimos perdidos no “oceano” de nossas carências.

Algumas vezes, podemos projetar no amigo a necessidade de proteção ou de cuidados que não foram recebidos. Outras pessoas veem uma oportunidade para cura de suas frustrações, medos ou inseguranças… Considerando a possibilidade de viver a mudança de uma amizade para um namoro, este será o momento propício para investir ainda mais na amizade no sentido de buscar respostas para perguntas como:

O que me faz ver essa pessoa como um namorado?
Que sinais eu percebo nessa pessoa, e que vejo a possibilidade de crescimento numa vida a dois?
Que hábitos ou costumes a pessoa traz, os quais não compartilho e que exigirá disposição para mudanças?
Essas e outras perguntas precisarão encontrar respostas que consideramos relevantes para a nossa felicidade. Pois nesse tempo de pesquisa, pode-se constatar que a admiração que se tinha, o sentimento de cumplicidade, a compatibilidade de ideias, não desapareceram mas o sentimento para algo além da amizade, que se pensava existir, já não se encontra mais.

Sem atropelos, e na maturidade da afetividade, devemos nos colocar predispostos a viver esse tempo de conhecimento recíproco sem antecipar experiências, impulsionados por carências e desejos desenfreados, o que poderia, tão somente, esvaziar o puro relacionamento de amizade que existia.

Um abraço

Dado Moura

(texto extraído do livro do mesmo autor: Relações sadias, laços duradouros)