No Caminho do Namoro

agosto 16, 2007

6541txt.jpgNamoro é um saudável momento em que nos colocamos a conhecer e a sermos conhecidos. De repente, percebemos uma maior necessidade de partilhar as coisas simples de nossos dias, nossas atividades, nossos sentimentos, as alegrias e até mesmo nossas dificuldades e tristezas com alguém. Aprendemos nessa fase a viver as primeiras experiências do convívio a dois. leia mais


A sinceridade nas amizades virtuais

abril 14, 2007

amizade.jpgOs contatos virtuais têm inaugurado uma nova modalidade de relacionamento. Através dos meios eletrônicos, a tecnologia nos dispõe a facilidade de relacionarmos não somente com os vizinhos da rua onde moramos, mas com pessoas da outra extremidade do mundo. Em uma sociedade cada vez mais globalizada, observamos uma característica interessante que tem se afirmado, o desejo de se estabelecer e conquistar também neste meio de comunicação – a sinceridade nas amizades virtuais.

A comunicação à longa distância, ou até mesmo sem fio, que era coisa dos filmes de ficção científica, está presente em nossas casas estreitando e dinamizando nossas relações pessoais. Se for necessário estabelecer um contato em outro idioma, estará ao nosso alcance um programa tradutor que facilita tal comunicação.

Com toda a praticidade oferecida pelos meios eletrônicos, percebemos, em certas ocasiões, que a manifestação de ideias e sentimentos, feitos através dos meios digitais, se torna mais difícil. Já enfrentamos muitos maus entendidos por ter encaminhado mensagens que na interpretação da outra pessoa, “falava” o que não se tinha “dito”; pois, como poderia as letras e ícones animados expressarem os nossos reais sentimentos?

Ainda que tenhamos o auxílio da tecnologia para manter o diálogo, fica ao nosso encargo o desafio de conquistar a sinceridade de nossos relacionamentos, em qualquer ambiente onde estivermos, seja este virtual ou não.

Se estamos aprendendo a viver com as inúmeras comunidades virtuais existentes, lidando com as diferenças de comportamentos e hábitos – pertinentes as pessoas que se encontram atrás de um computador – de maneira muito mais significativa será as exigências em nossos contatos pessoais que nos permitem tocar na experiência de vida da outra pessoa.

À medida que se estendem os braços de nossos relacionamentos, mais suscetíveis às mudanças tornaremos. Pessoas diferentes, com situações de vida diferentes, trazem consigo desejos, carências e todo um mundo de emoções que somente o ser humano é capaz de partilhar.

Levando em consideração apenas as diferenças que emergem dos nossos relacionamentos, nos parece impossível estabelecer um convívio sadio e sincero. Entretanto, se atentarmos para as qualidades que encontramos no outro, somada com o nosso desejo de aprendemos a partir dessa aproximação, certamente, nos tornaremos melhores. Isso é a graça da amizade verdadeira, do conhecer e se permitir ser conhecido, que poderá acontecer ainda que seja, também, em ambiente virtual.

Deus abençoe seus contatos

Dado Moura


Um compromisso para toda a vida

abril 9, 2007

eterno.jpgMuitas pessoas se casam na expectativa de nunca viverem crises conjugais ou acreditam que jamais terão problemas com filhos.

A idéia do compromisso eterno pode nos provocar calafrios. Como poderíamos medir o infindável se nossa percepção de tempo está compreendida dentro de um calendário, montado e definido por homens, com 365 dias e formatados em 24 horas? leia mais



O desafio de ser diferente

março 15, 2007

ser-diferente.jpgDesde a pré-história, já eram encontrados indícios de que os primeiros homens buscavam viver em grupos, da mesma maneira, percebemos essa característica também entre os animais. Em grupos, os animais conseguem, com mais eficácia, sua sobrevivência, e conseqüentemente, está assegurada a perpetuação da sua espécie.


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Embora se compreenda a eficácia de se viver em grupos, na civilização moderna, o que se constata muitas vezes, é a dificuldade da convivência. Temos a impressão de que muitas pessoas, às vezes, preferem viver a sua independência, se fechando para o outro, ao invés de se adaptar às exigências de algumas regras básicas, necessárias, que são estabelecidas naturalmente em função do bom relacionamento.

Somos pessoas únicas em todo o nosso ser. Somos capazes de fazer valer a nossa racionalidade sobre nossos instintos naturais. Trazemos particularidades únicas na maneira de viver, de responder às exigências, de enfrentar as dificuldades e também de assimilar os acontecimentos ocorridos contra a nossa vontade.

Diante de tamanha particularidade, entendemos que dentro de um relacionamento – juntamente com os demais integrantes, cujos comportamentos também são diferentes e únicos – podemos enfrentar alguns desafios. Obviamente uma pessoa terá problemas de convivência, dentro de um grupo social, se manter o caráter de disputas,  prepotência, de autopromoção no desejo de se destacar sobre os demais, de concorrência ou de ciúmes.

Quando nos propomos a conviver com outras pessoas, quer seja no trabalho, quer seja na escola ou na comunidade na qual nos encontramos, o fazemos por nossa própria opção. Identificamos nesses grupos sociais características que nos convenceram a desejar o engajamento, vivendo e aprendendo a respeitar os princípios praticados neles, a fim de alcançarmos a harmonia do relacionamento de modo a se atingir um objetivo comum.

Na aprendizagem da sadia convivência, estamos sujeitos aos desentendimentos; entretanto, muitos destes – se não forem controlados – podem fomentar a segregação. E, infelizmente, muitas vezes, dessa ruptura se origina um outro “grupinho de discípulos”, que levam como hábito a crítica, quase nunca construtiva, contra a outra pessoa, ou o outro grupo do qual participavam.

A fim de minimizar os traumas e de preservar a perpetuação do título que o ser humano é “sociável”, devemos acreditar na mudança e no controle dos nossos impulsos; especialmente daqueles que facilmente se sobrepõem à nossa racionalidade, liberando assim os instintos mais primitivos, oriundos dos nossos ancestrais pré-históricos.

Reconhecendo os objetivos pelos quais nos propusemos a fazer parte de um determinado grupo social, precisamos assumir o desejo de ser “diferentes” quando não encontramos as qualidades que consideramos vitais na outra pessoa, a fim de ser para esta, modelo de comportamento, de solidariedade, acolhimento, paciência, benevolência, amizade… sendo tudo regido pela boa educação.
Assim, ao invés de sair em busca de uma sociedade perfeita – de acordo com o nosso gosto – estaremos empenhados em enriquecer nossa comunidade particular com as preciosidades de nossas virtudes.

Um abraço. Deus abençoe

Dado Moura