Quando pensamos ter falhado

novembro 28, 2007

7601txt.jpgNessas situações parece que a casa está à “deriva” e muitas pessoas tentam ajudar com conselhos.

De tempos em tempos, surgem na mídia informações de pais que, desesperados, tomam atitudes nada convencionais para com os filhos. Na tentativa de salvar a vida ou a integridade deles, lançam mão daquilo que pensam ser uma possível solução. Na aflição de vê-los envolvidos em situações que julgam perigosas fazem de tudo desde a solicitação da interdição de seus direitos até mesmo a aplicação da força. leia mais


Separação

novembro 9, 2007

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A separação conjugal não significa o rompimento dos laços afetivos entre pais e filhos, nem tampouco isenta os pais dos cuidados para com eles.

No que se refere à separação de um casal, percebemos que muitos casamentos tiveram um desfecho nada parecido com os contos de fadas. Muitos pais nem sempre pactuam com a inusitada decisão da separação dos filhos, especialmente, quando não houve precedentes na família. leia mais


Halloween! Que motivos temos para celebrar?

outubro 26, 2007

halloweent.jpgA cada ano torna-se mais popular as comemorações do Halloween no Brasil. Mas que motivos teríamos para celebrar tal data, sendo que a pouco tempo atrás, o dia 31 de Outubro não tinha nenhuma importância para o nosso calendário?
Sabemos que a palavra Halloween tem sua expressão da contração errada da palavra em inglês “All Hallow Eve” que significaria na versão para o português em “Dia de Todos os Santos”.

Este tipo de celebração surgiu na Irlanda no século 5º A.C. onde se acreditavam no retorno dos espíritos em busca de corpos para poder “viver” por mais um ano. A pessoa do Jack – o lanterna, seria de um homem que teria enganado o demônio, após ter feito um pacto com ele…
Sendo assim, conta a crença que as pessoas temendo serem possuídas por esses espíritos se descaracterizavam na tentativa de, assemelhar-se a eles, promovendo barulhos e destruição. Quanto maior fosse a algazarra, maior seriam as chances de enganar os espíritos que estariam vagando.

Percebemos que em pouco tempo, houve uma intervenção cultural e, sem restrições, foi absorvida por parte da população. Aquilo que fazia parte somente de um folclore estrangeiro, lentamente foi inserido junto às escolas de idiomas, que justificando mostrar o comportamento e costumes de uma região foram fixando em seus calendários.
Hoje já não é diferente em outras escolas e até mesmo os clubes sociais, bailes que se esmeram na decoração com cenário, por vezes macabra, os quais exigem como figurino máscaras, fantasias e maquilagem pálidas.

O que estaríamos verdadeiramente comemorando? Quais os motivos que teríamos para exaltar?

De norte a sul do país, o folclore brasileiro enriquece a nossa cultura com as histórias de mula sem cabeça, saci pererê, lobisomem, curupira, boto, mãe d´água, bumba meu boi, entre outros. Se a moda de celebrar os motivos folclóricos se tornar um costume, boa parte do nosso calendário será recheado de muita festa sem motivos de celebração.

Um abraço. Até mais

Dado Moura


Internet, o bicho-papão?

setembro 25, 2007

Assim como foi a revolução causada pela rádio e posteriormente pela televisão, hoje, temos em mãos a internet, uma ferramenta que nos conecta, em segundos, com o mundo.
Enquanto tomamos uma xícara de chá, podemos visitar museus e ainda ver o que está acontecendo do outro lado do planeta. Para as nossas crianças, as lições de casa se tornaram mais fáceis. Os trabalhos de escola, que anteriormente eram feitos nas bibliotecas, para a maioria dos usuários se tornaram mais fáceis ao acessar os mecanismos de busca sem sair de seus quartos. Com esse bem tecnológico uma preocupação a mais surgiu para os pais com relação às suas crianças: o perigo na internet!

Sabemos que essa rede de computadores, colocada ao nosso alcance, não é somente um instrumento de pesquisa, mas também de entretenimento. Fóruns de discussões, chats, vídeos e ambientes virtuais, num mesmo espaço, marcam o diferencial para essa invenção tecnológica. Com tantas opções de acessos e com conteúdos praticamente sem restrições, a internet trouxe uma inquietação a mais para os pais a respeito de suas crianças “plugadas”.

Grandes invenções tornaram-se “perigosas” quando foram utilizadas de maneira desvirtuada aos propósitos que haviam sido idealizadas. Infelizmente, o conceito de “coisa perigosa” também tem sido aplicado a esta ferramenta. Visto que algumas pessoas se utilizam dela como instrumento de força a fim de subjugar pessoas a um estado de servidão emocional ou física.

O principal risco que vejo para este instrumento é o de nossas crianças acessarem material impróprio, tais como conteúdos eróticos, pornográficos, de natureza violenta ou conteúdos que possam encorajar atividades ilegais ou perigosas. Elas também correm o risco de – enquanto estão conectadas em salas de bate-papo – estabelecer amizades com pessoas que apenas desejam tirar vantagens da inocência delas, obtendo informações particulares que podem trazer danos para sua própria segurança ou de seus familiares.

As salas de bate-papo, que deveriam ser uma maneira de se estabelecer novas amizades, podem tornar-se um drama para os menos avisados. A facilidade do anonimato neste local virtual favorece as atividades de adultos inescrupulosos. Para aplicar golpes ou aliciar crianças e adolescentes, essas pessoas fingem pertencer à mesma faixa etária a fim de tirar vantagens da “amizade” ingênua. Em muitos casos de pedofilia são usados tais meios para conseguir a confiança de menores para posterior encontro.

Procedimentos de proteção para uma navegação segura já são encontrados na maioria dos navegadores, necessitando apenas, através de alguns cliques,programá-los.
Muitas vezes, vale a pena se considerar a possibilidade de estabelecer horários para acessar a rede ou até mesmo instalar o computador em local menos reservado.

Se tomarmos pequenas medidas de segurança, não será necessário classificar a internet como o “bicho-papão” do século, apenas para poupar nossos pequenos de um risco colocado por adultos.

Um abraço,

Dado Moura


Idoso, um tesouro de conhecimento

setembro 18, 2007

 

vo.jpgAssim são os idosos, pessoas que trazem impregnado nelas o testemunho de uma geração devido ao acúmulo dos anos vividos. Para eles, hoje, o tempo não tem a mesma importância de outrora e, se ainda usam o relógio de pulso é apenas como um acessório. Com a idade avançada, os passos se tornam mais lentos e os sentidos debilitados, alguns ainda mantêm a lucidez suficiente para contar suas repetidas histórias, as quais parecem ter importância, sobretudo, para os netinhos.

Pessoas – que merecem atenção e respeito – são discriminadas pela sociedade por considerá-las fora de um padrão estipulado como ideal. Aliás, convencionou-se que uma pessoa é idosa aos 65 anos de idade. Sabemos que muitas delas ainda têm condições de contribuir em muito com a mesma sociedade que as discrimina e descarta. Entretanto, muitas vezes, essa convenção ditada pelo meio social traz para a pessoa mais velha a sensação de que ela é um estorvo, incapaz de produzir ou oferecer alguma coisa útil.

A cultura imposta pela sociedade a respeito do idoso, gradativamente, é aplicada dentro de muitos lares. Infelizmente, em algumas famílias o comentário que se faz a respeito do mais velho é o comparando a um traste, alguém que somente dá trabalho, uma pessoa lerda e caduca ou cheia de doenças. Esquecem que aquele que agora tem a pele frouxa, sensível e uma visão fraca, em outros tempos, dedicou muito de sua vida no cuidado deles, quando eram bebês indefesos, os quais hoje deveriam retribuir com os mesmos gestos de carinho e respeito.

Sabemos que, a cada novo dia, os anos de vida se tornam mais pesados – tanto para os mais novos quanto aos mais velhos. Para estes, em especial, as tarefas mais simples do dia-a-dia se tornam cada vez mais difíceis, obrigando-os a se tornarem dependentes e merecedores dos mesmos cuidados que se aplicam às crianças.

Independentemente da nacionalidade, raça, cor ou condições financeiras, a natureza nos força a trilhar os mesmos caminhos percorridos por aqueles que nos antecedem. Se não houver a valorização dos méritos das pessoas mais velhas de nossa parte, nossos filhos estarão crescendo e sendo formados sob os mesmos conceitos, aos quais provavelmente nós é que seremos submetidos em alguns anos. Lembremos que podemos ser tratados pelos nossos jovens da mesma maneira que estamos ensinando-os a tratar os seus idosos.

Aqueles que souberem aproveitar do convívio com os mais velhos terão muito a aprender com seus conselhos. Pois estes, apesar de terem as forças tragadas pelos anos, vão continuarnos ensinando com a atitude humilde de permitir que sejam guiados ou até mesmo ajudados na sua higiene pessoal.

Com a riqueza acumulada ao longo dos anos, a presença dos mais velhos traz para os mais novos o tesouro daqueles que aprenderam a ver o mundo com os olhos do coração. Ainda que não tenham mais o mesmo vigor destes, nossos velhos detêm o conhecimento e a sabedoria que não se aprendem em livros e estão sempre dispostos a partilhar tal riqueza.

Se não podemos mudar o conceito do mundo a respeito dos idosos, muito podemos fazer no nosso universo familiar. O respeito começa em casa.

Um abraço

Dado Moura

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O legado de um pai

setembro 5, 2007

legadotxt.jpgÀ primeira vista, quando se pensa na paternidade, podemos considerar alguém que está à frente de uma família sendo o provedor de suas necessidades; pelo menos, no mínimo daquilo que se é exigido. Muitas são as tarefas daqueles que, porque geraram, tornaram-se educadores por natureza. Talvez, se compararmos todos os atributos necessários aos pais, a capacidade de gerar poderia ser classificada como a mais fácil entre todas as demais.

Certamente, educar e formar um novo homem não é uma tarefa fácil. É certo que um dia nossas crianças aprenderão a correr, a andar de bicicleta e, no tempo particular de cada uma, aprenderão tudo o que está nos livros. Saberão discernir o norte do sul, aprenderão a tabuada, navegarão pela Internet com a facilidade de quem já nasceu inserido num mundo globalizado…

No processo de crescimento natural, nossos filhos caminharão, a cada dia, mais longe do “ninho” de onde nasceram. Desvendando os mistérios de um mundo novo, viverão as alegrias que a vida proporciona e também experimentarão os “eclipses”, os quais terão de aprender a superá-los. Serão momentos únicos para cada um, assim como o foram também para nós, os quais ninguém poderá assumir por eles a vez!

Poupá-los dos sofrimentos e prepará-los para enfrentar as suas próprias dificuldades será sempre o desejo dos pais. Entretanto, seria inútil tentar encaixar nossos filhos em um molde idealizado por nós. No nosso tempo, mal sabíamos que – num futuro tão próximo – haveria alguma coisa semelhante ao mundo que temos hoje à nossa volta. Assim o “molde” que se acreditava ser perfeito 20 anos atrás, certamente, não atende às formas exigidas do tempo atual.

Então, com qual bem – que não seria roído pelas traças nem roubado pelos ladrões – eles deveriam ser cumulados?

Da relação familiar, a simplicidade da amizade entre pais e filhos fará refletir na vida deles atitudes equilibradas e de responsabilidade. Mesmo que eles tenham se formado nas melhores faculdades ou estejam trabalhando nas melhores empresas – se não tiverem experimentado a singeleza de se sentirem amados não poderão viver o ato de amar.  Esse é o legado que os filhos esperam receber em casa.

Um dia, nossos filhos estarão sentados com os seus filhos [nossos netos] contando histórias de suas histórias. Num passado vivo em seus corações ainda ecoará os sons das convivências em família, regadas de amor nas conversas, brincadeiras e gestos, que tinham como objetivo estampar um sorriso em seus lábios. Saberão que foram amados, pois aquele que detinha a autoridade em casa estava sempre na posição de servo, a serviço de suas necessidades.

Deus, sabendo daquilo que nos seria necessário, presenteou-nos com os filhos. Ainda que estes possam, por algumas vezes, parecer um fardo difícil de levar, a presença deles será para os pais o braço forte e o fôlego a mais para conquistar a vitória de uma vocação – a paternidade.

Vale a pena não desistir daquilo em que acreditamos!

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Um abraço

Dado Moura