A manipulação da vida por meio de pesquisas

abril 17, 2007

pesquisa1.jpgMuitos comentários e opiniões surgem a respeito das pesquisas com células tronco embrionárias. Especialistas, médicos e cientistas se tornaram outros “deuses” da vida. Defendendo suas posições justificam que o “material” não constitui ainda um ser humano, mesmo que este seja apenas um óvulo fecundado ou um feto de primeiras semanas.

Das pesquisas com as, chamadas, “células tronco embrionária” muitos laboratórios fazem diferentes experiências, desde a busca para o rejuvenescimento até tratamentos mais complexos sobre a regeneração de tecidos.
Projetam expectativas miraculosas para aqueles que anseiam e acalentam a possibilidade de se livrarem das cadeiras de rodas, ou de conseguirem o total restabelecimento físico após ter sofrido um grave acidente que tenha deixado como seqüela a tetraplegia. Com isso, uma multidão de pessoas, envolvidas por essas noticias, é induzida a romper os limites de seus direitos e a atropelar os direitos daqueles que estão sendo gerados com o sangue do seu sangue e carne de sua carne.

Como se essas coisas não fossem o bastante, outras propostas de leis tentam ganhar forças para aprovação junto à opinião pública e consequentemente no congresso nacional. Essas leis, camufladas em estatísticas sobre os óbitos em clínicas clandestinas e amparadospela astúcia dos discursos eloqüentes de seus criadores defendem a legalização do aborto.

Mulheres que tiveram a graça e o poder semelhante ao do próprio Deus – de gerar uma nova vida – interromperam a gestação, quando a gravidez não aconteceu em momento desejado ou quando, esta, comprometia a continuidade de seus projetos.
Talvez, confusas pelas situações que pareciam desesperadoras ou oprimidas por pressões exteriores, negociaram com um carrasco de luvas cirúrgicas seus interesses. Assim, essas mulheres, se dispuseram a ser testemunhas oculares do assassinato do próprio filho, concedendo-lhe como sepultura uma lixeira.

Sem a intenção de condenar essas mulheres, acredito que somente chegaram a praticar tal ato, por estarem envolvidas em total desespero. Entretanto, seria interessante, antes mesmo de considerar as pesquisas de opiniões, atentarmos aos testemunhos doloridos e aos traumas psicológicos daquelas mães que hoje lamentam ter deixado arrancar, de seu ventre, aqueles que nelas pensavam estar abrigados e protegidos dos perigos – um bebê com suas feições.

Entendendo, também, o sofrimento de outros que foram prejudicados ou privados dos seus movimentos físicos. Mesmo assim, não podemos deixar arrefecer nossos sentimentos e valores.
Consideremos que a matéria prima proposta para execução dessas experiências com células tronco embrionárias, consiste na interrupção da vida daquele que tampouco poderá clamar por piedade.

Deus nos abençoe


Quero sumir do mapa

janeiro 3, 2007

estrada.jpgHá momentos em que – se houvesse uma estrada que levasse para lugar nenhum –, sem dúvida, estaríamos viajando por ela. Justificativas não nos faltariam. Muitas vezes, achamos que ninguém tem paciência conosco, que estão sempre a nos cobrar alguma coisa e que são todos chatos.

Podemos pensar que não temos amigos fiéis; o namoro não progride; os relacionamentos familiares setornaram delicados e instáveis, e que na escola ou faculdade nos falta estímulo. Quem dera se, em tais situações, pudéssemos “derreter”… Leia mais


Quando dois querem o que não podem.

novembro 20, 2006

dois-querem.jpgSabemos perfeitamente o sentido de um velho e conhecido ditado popular: “Quando um não quer, dois não brigam!” Entendemos as situações em que este é aplicado, mas, muitas vezes, nos parece que, inebriados pelo desejo, pouco se faz para se combater aquilo que arde dentro de nós. Como poderíamos evitar as situações em que uma outra frase poderia ser perfeitamente aplicada: “Quando dois querem o que não podem”.


Ouça este e outros comentários clicando aqui.


Há muitos anos atrás, a gente só tinha conhecimento do que nossos pais não queriam que fizéssemos e raras foram as vezes em que conhecíamos os motivos de tal proibição. Fomos, de certa maneira, até bem orientados dentro das limitações e da boa intenção deles. No entanto, ao vislumbrar o mundo novo prometido que se despontava, e seduzidos pelos sinais de uma pseudo-autonomia, permitimo-nos atravessar as fronteiras e romper os limites daquilo que, até pouco tempo, era o nosso “fruto da árvore proibida”.

Na peraltice de moleques, arriscamos roubar frutas do pomar dos outros, nadamos em rios, “matamos” aulas para ficar à toa na cidade, entre outras coisas… Com o passar do tempo, crescemos e com a gente cresceu também a peraltice. Se namorássemos às escondidas, tínhamos de ficar como as marmotas, atentos para evitar sermos vistos por alguém conhecido… E se, de repente, fôssemos interpelados por alguém, agíamos como camaleões, tentando disfarçar.

E se fumássemos às escondidas, tentando ostentar uma autonomia “volátil”, tínhamos de trazer balas nos bolsos… Entretanto, esquecíamos da roupa impregnada da fumaça do cigarro. Quem não se lembra dos apuros, preocupações e complicações em que nos metíamos quando pactuávamos com um colega ou namorado(a) a fazer o que não nos era permitido? A companhia do outro, muitas vezes, parecia nos dar forças para reincidir ou cometer nosso “crime” secreto.

Acredito que quando duas pessoas são cúmplices do mesmo desejo, e o alimentam, a concretização dele é quase certa. Entretanto, buscar ajuda com pessoas de confiança nos ajudará a sair desse transe e a voltarmos a colocar os pés no chão.

Quantas meninas não vivem o desespero de enfrentar as conseqüências de uma atividade sexual prematura, enfrentando a maternidade, quando mal conhecem seu próprio corpo. E quantos meninos, tentando garantir sua masculinidade, se apóiam na bebida, passando a noite embriagados nas calçadas. Por outro lado, muitos adultos ferem a sua cumplicidade com o outro, quando decidem romper com suas responsabilidades nas “escapulidas”, ainda que seja por um momento.

Em qualquer situação, precisaremos pensar em uma desculpa satisfatória para justificar o “delito” cometido, além de permanecer em constante vigilância para não se contradizer. Sabemos que, logo após termos feito o que não nos era permitido, a sensação era a de não ter valido a pena. Na verdade, nossos valores morais gritam por uma mudança de vida, e não “pactuam” com o que estamos ou temos vivido.

Nossa alma clama pela conversão, a qual se inicia a partir da retomada e aprofundamento de todos os ensinamentos deixados deliberadamente para trás. A companhia dos meus amigos, assim como a minha para eles, tem de agir como instrumento de crescimento e não como uma serpente sedutora.

Que a minha presença, junto a cada um de vocês, seja mais um impulso para alçar um vôo ainda maior.

Deus abençoe a nós todos.

Dado Moura


Viver num só proposito, num só coração

outubro 30, 2006

bracos.jpgExistem situações que, por vários motivos, gostaríamos que jamais tivessem existido. Seria muito interessante se diante de tais circunstâncias pudéssemos simplesmente voltar os ponteiros do relógio, como num filme de ficção ou se, de repente, como num flash, saíssemos do problema despertando de um grande pesadelo.

Sabemos que não existe uma máquina do tempo ou um mágico que pudessem realizar nossos desejos, transformando as situações diante dos nossos olhos… Se fosse possível, muitos pagariam qualquer soma de dinheiro para possuí-los. Por outro lado, se isso acontecesse, seguramente estaríamos cada vez mais concentrados em nosso egoísmo e privados do aprendizado, pois diante das menores dificuldades não hesitaríamos em lançar mão de tais artifícios.

É desejo de Deus que sejamos um, vivendo num só propósito, um só coração!
Se atentarmos à composição de uma corda, percebemos que a mesma não é feita de um único fio, mas de várias delicadas fibras, as quais se romperiam se tentássemos amarrar alguma coisa com elas.

Encontraremos também em nossas comunidades semelhante unidade presente entre as fibras de uma corda. Somos em geral como estas “fibras” que compõem uma grande “corda”, a qual se dispõe em realizar seu propósito e missão, isto é, sustentar, socorrer ou servir como extensão de nossos braços a quem poderia vir necessitar de socorro ou especial atenção.

Nossa primeira comunidade, na qual todos os ingredientes para se viver o cumprimento da vontade de Deus se realizam, se chama Família. Por menor que seja nossa célula familiar, esta se compõe do número exato de “fibras” necessárias para constituir a “corda” que servirá de sustento a cada um dos seus membros. Sabemos que todos enfrentamos dificuldades e isso não isenta nenhum de nós de ora socorrer, outros momentos,  ser socorrido dentro de nossa comunidade.

Haverá momentos em que um filho necessitará de socorro, por vezes, será o pai que também necessitará do socorro dos filhos, ora o irmão, ora a mãe… Dentro de nossa necessidade particular, precisaremos abrir o coração para o socorro e a docilidade para acolher a ajuda, pois nessa hora, diante da dificuldade de um dos membros, todas as outras pequenas “fibras” vão se unir para servir de resgate a quem corre o risco de ser arrastado pelas impetuosas correntezas do desânimo, medo, fadiga, ilusões… Ou até mesmo da dúvida sobre tudo o que acredita e professa. Do contrário, estaremos fazendo parte da “correnteza”, ao invés da “corda” de resgate.

A grandeza e a valorização de nossa comunidade se consolida quando percebemos a importância da ajuda de pessoas, que sozinhas nada poderiam fazer, entretanto, tal como as fibras de uma corda, essas pessoas se esforçam no mesmo propósito imbuídas no mesmo desejo de viver aquilo a que foram chamadas – viver num só propósito e num só coração.

Dessa maneira, a alegria e a harmonia voltarão a reinar em nossa primeira comunidade e poderemos dizer em alto e bom tom: Como é linda a nossa família!

Deus abençoe sua casa e nos faça sensíveis a esta grande realidade.

Abraços,

Dado Moura


Ser melhor exige tempo

outubro 10, 2006

borboleta.jpgSe não tivéssemos aprendido um pouco sobre a metamorfose das borboletas, sequer poderíamos imaginar que o mesmo inseto que esvoaça entre flores, teria sido uma asquerosa lagarta, que semanas antes estava se rastejando pelo mesmo jardim.
Foi necessário interesse e maturação para se estudar o delicado comportamento dessas lagartas, do contrário, teríamos emplacado no extermínio daquela devoradora de plantas e erradicaríamos da natureza a beleza colorida, que vivifica os bosques.
Uma dedicação semelhante se faz necessária para cada um de nós, quando a questão envolve vidas e comportamentos.

Como seria fácil se para o nosso convívio diário – diante das divergências e na tentativa de convencer alguém sobre uma determinada opinião –, pudéssemos inserir um cartão de memória pré-programada, para obter os resultados esperados, como fazemos em máquinas… ou ainda, não estando satisfeitos com as atitudes e procedimentos de alguém, simplesmente cortássemos o contato com ele, como podamos os ramos de uma árvore em nosso jardim.

Por diversas vezes, já tivemos muita vontade de “abrir” a cabeça de alguém e fazer com que entendesse o nosso pensamento para que vivesse a nossa vontade. Entretanto, bem sabemos que diante de tais desafios, o desejo de tomar atitudes enérgicas, muitas vezes apoiados na autoridade do nosso autoritarismo, quer, na verdade, sufocar a “metamorfose na vida” daqueles que ainda precisarão atingir o amadurecimento, como ocorre com as borboletas.

Quão dedicado e bondoso é o nosso Deus que, percebendo os riscos que corremos diante das nossas próprias atitudes, não lança mão de toda Sua poderosa autoridade, prendendo-nos em lugar seguro, cortando nossas pernas, língua, olhos ou qualquer outro membro que poderia nos fazer sucumbir a gestos, que não O agradariam… Contudo, nada disso acontece pois Ele é incapaz de querer o nosso mal e respeita a liberdade de cada um de Seus filhos.

Tendo como modelo de comportamento Aquele que, desde o princípio, conhece a importância de cada um de nós para compor a alegria do mundo, esforcemo- nos em acolher e respeitar o tempo de transformação daqueles que nos rodeiam, entendendo que para cada um foi dado um “colorido” especial.

Do mesmo modo que posso vê-lo como “lagarta”, outros poderão me ver envolto num “casulo”.

Abraços

Dado Moura


A coragem para se viver as mudanças

agosto 22, 2006

amigos.jpgAssumir novos posicionamentos – mediante os desafios que surgem –, não é uma tarefa fácil.

Quando temos a oportunidade de conversar com alguém mais velho, temos a chance de aprender a resolver e a enfrentar nossos problemas, quer seja acolhendo seus ensinamentos, quer seja lhes apresentando as dúvidas de quem está apenas começando a viver.

Conversar ou partilhar nossos questionamentos com esses mestres seria como adentrar na “biblioteca da vida”. leia mais