Quando dois querem o que não podem.

novembro 20, 2006

dois-querem.jpgSabemos perfeitamente o sentido de um velho e conhecido ditado popular: “Quando um não quer, dois não brigam!” Entendemos as situações em que este é aplicado, mas, muitas vezes, nos parece que, inebriados pelo desejo, pouco se faz para se combater aquilo que arde dentro de nós. Como poderíamos evitar as situações em que uma outra frase poderia ser perfeitamente aplicada: “Quando dois querem o que não podem”.


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Há muitos anos atrás, a gente só tinha conhecimento do que nossos pais não queriam que fizéssemos e raras foram as vezes em que conhecíamos os motivos de tal proibição. Fomos, de certa maneira, até bem orientados dentro das limitações e da boa intenção deles. No entanto, ao vislumbrar o mundo novo prometido que se despontava, e seduzidos pelos sinais de uma pseudo-autonomia, permitimo-nos atravessar as fronteiras e romper os limites daquilo que, até pouco tempo, era o nosso “fruto da árvore proibida”.

Na peraltice de moleques, arriscamos roubar frutas do pomar dos outros, nadamos em rios, “matamos” aulas para ficar à toa na cidade, entre outras coisas… Com o passar do tempo, crescemos e com a gente cresceu também a peraltice. Se namorássemos às escondidas, tínhamos de ficar como as marmotas, atentos para evitar sermos vistos por alguém conhecido… E se, de repente, fôssemos interpelados por alguém, agíamos como camaleões, tentando disfarçar.

E se fumássemos às escondidas, tentando ostentar uma autonomia “volátil”, tínhamos de trazer balas nos bolsos… Entretanto, esquecíamos da roupa impregnada da fumaça do cigarro. Quem não se lembra dos apuros, preocupações e complicações em que nos metíamos quando pactuávamos com um colega ou namorado(a) a fazer o que não nos era permitido? A companhia do outro, muitas vezes, parecia nos dar forças para reincidir ou cometer nosso “crime” secreto.

Acredito que quando duas pessoas são cúmplices do mesmo desejo, e o alimentam, a concretização dele é quase certa. Entretanto, buscar ajuda com pessoas de confiança nos ajudará a sair desse transe e a voltarmos a colocar os pés no chão.

Quantas meninas não vivem o desespero de enfrentar as conseqüências de uma atividade sexual prematura, enfrentando a maternidade, quando mal conhecem seu próprio corpo. E quantos meninos, tentando garantir sua masculinidade, se apóiam na bebida, passando a noite embriagados nas calçadas. Por outro lado, muitos adultos ferem a sua cumplicidade com o outro, quando decidem romper com suas responsabilidades nas “escapulidas”, ainda que seja por um momento.

Em qualquer situação, precisaremos pensar em uma desculpa satisfatória para justificar o “delito” cometido, além de permanecer em constante vigilância para não se contradizer. Sabemos que, logo após termos feito o que não nos era permitido, a sensação era a de não ter valido a pena. Na verdade, nossos valores morais gritam por uma mudança de vida, e não “pactuam” com o que estamos ou temos vivido.

Nossa alma clama pela conversão, a qual se inicia a partir da retomada e aprofundamento de todos os ensinamentos deixados deliberadamente para trás. A companhia dos meus amigos, assim como a minha para eles, tem de agir como instrumento de crescimento e não como uma serpente sedutora.

Que a minha presença, junto a cada um de vocês, seja mais um impulso para alçar um vôo ainda maior.

Deus abençoe a nós todos.

Dado Moura


Quando o amor parece esfriar

novembro 13, 2006

Costuma-se dizer, maldosamente, que o “açúcar do confeito” acabou.

Existem algumas características comuns que percebemos nos namoros, como por exemplo, o romantismo, o zelo e a delicadeza pelo(a) amado(a). Nisso também está o anseio pelo momento do encontro. As meninas capricham na aparência, demandando um tempo maior em frente ao espelho. Elas não se incomodam em gastar a tarde, penteando ou esticando os cabelos nas ‘chapinhas’ ou provando vários pares de roupas, sapatos, além é claro, do perfume para a hora do encontro. leia mais


Quer namorar comigo? (Namoro Virtual)

novembro 5, 2006

teclas.jpgQuem se dispõe a cultivar aqueles momentos em que se prolongavam as trocas disfarçadas de olhares? Quem poderia controlar a respiração ofegante ou o coração que parecia bater na garganta, quando se aproximava daquele(a) que o nosso coração nos apontava como o príncipe encantado ou a princesa de nossas vidas? Quem ousaria nos nossos dias, se enchendo de coragem, bater na porta dos pais daquela por quem os olhos brilham?

Hoje, em pleno século XXI, a tecnologia tem privado a muitos de não experimentarem tais emoções. A internet nos oferece a possibilidade de encontrar o “par ideal” apenas preenchendo uma ficha cadastral, facilitando o início de um namoro virtual. Para quê trocar olhares, se com os “messengers” podemos escolher através da câmera aquele(a) que melhor se aplica às nossas exigências e expectativas?

Mas ícones animados que saltitam nas telas dos computadores nada podem revelar sobre o sucesso desses relacionamentos que poluem os meios eletrônicos. Poderíamos auxiliar o nosso coração ou acalmar a nossa alma, apenas coincidindo as estatísticas de acertos de uma ficha cadastral?

Namoro é um saudável momento em que nos colocamos a conhecer e a sermos conhecidos. Aprenderemos nessa ocasião a viver as primeiras experiências no abrir mão de alguns conceitos, contestar, reavaliar, em ver as reações do outro diante de situações adversas, de ver o outro nervoso, enfim… Namoro é o nosso estágio de avaliação para confirmar a nossa determinação e nossa vocação em viver o próximo passo junto com a outra pessoa.

“Querer levar vantagem” ou “queimar etapas” não são sábias atitudes.

A proteção aparente e a segurança do anonimato que nos permite os meios eletrônicos não nos concedem a graça de viver a emoção singela de dizer a quem manifestamos um interesse especial: “Quer namorar comigo?”

Abraços,

Dado Moura

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