Você tem medo de quê?

maio 28, 2008

A maneira que temos para controlar o sentimento de medo pode estar na maneira como reagimos a ele.

Todos nós sentimos algum tipo de medo; sentimento, o qual, muitas vezes parece ser maior do que aquilo que poderíamos suportar. Temos medo do desconhecido, da ameaça de dor e de outras coisas que as pessoas possam nos induzir, a sentir a fim de obter o controle sobre nossas emoções. leia mais


Quando pensamos ter falhado

novembro 28, 2007

7601txt.jpgNessas situações parece que a casa está à “deriva” e muitas pessoas tentam ajudar com conselhos.

De tempos em tempos, surgem na mídia informações de pais que, desesperados, tomam atitudes nada convencionais para com os filhos. Na tentativa de salvar a vida ou a integridade deles, lançam mão daquilo que pensam ser uma possível solução. Na aflição de vê-los envolvidos em situações que julgam perigosas fazem de tudo desde a solicitação da interdição de seus direitos até mesmo a aplicação da força. leia mais


Internet, o bicho-papão?

setembro 25, 2007

Assim como foi a revolução causada pela rádio e posteriormente pela televisão, hoje, temos em mãos a internet, uma ferramenta que nos conecta, em segundos, com o mundo.
Enquanto tomamos uma xícara de chá, podemos visitar museus e ainda ver o que está acontecendo do outro lado do planeta. Para as nossas crianças, as lições de casa se tornaram mais fáceis. Os trabalhos de escola, que anteriormente eram feitos nas bibliotecas, para a maioria dos usuários se tornaram mais fáceis ao acessar os mecanismos de busca sem sair de seus quartos. Com esse bem tecnológico uma preocupação a mais surgiu para os pais com relação às suas crianças: o perigo na internet!

Sabemos que essa rede de computadores, colocada ao nosso alcance, não é somente um instrumento de pesquisa, mas também de entretenimento. Fóruns de discussões, chats, vídeos e ambientes virtuais, num mesmo espaço, marcam o diferencial para essa invenção tecnológica. Com tantas opções de acessos e com conteúdos praticamente sem restrições, a internet trouxe uma inquietação a mais para os pais a respeito de suas crianças “plugadas”.

Grandes invenções tornaram-se “perigosas” quando foram utilizadas de maneira desvirtuada aos propósitos que haviam sido idealizadas. Infelizmente, o conceito de “coisa perigosa” também tem sido aplicado a esta ferramenta. Visto que algumas pessoas se utilizam dela como instrumento de força a fim de subjugar pessoas a um estado de servidão emocional ou física.

O principal risco que vejo para este instrumento é o de nossas crianças acessarem material impróprio, tais como conteúdos eróticos, pornográficos, de natureza violenta ou conteúdos que possam encorajar atividades ilegais ou perigosas. Elas também correm o risco de – enquanto estão conectadas em salas de bate-papo – estabelecer amizades com pessoas que apenas desejam tirar vantagens da inocência delas, obtendo informações particulares que podem trazer danos para sua própria segurança ou de seus familiares.

As salas de bate-papo, que deveriam ser uma maneira de se estabelecer novas amizades, podem tornar-se um drama para os menos avisados. A facilidade do anonimato neste local virtual favorece as atividades de adultos inescrupulosos. Para aplicar golpes ou aliciar crianças e adolescentes, essas pessoas fingem pertencer à mesma faixa etária a fim de tirar vantagens da “amizade” ingênua. Em muitos casos de pedofilia são usados tais meios para conseguir a confiança de menores para posterior encontro.

Procedimentos de proteção para uma navegação segura já são encontrados na maioria dos navegadores, necessitando apenas, através de alguns cliques,programá-los.
Muitas vezes, vale a pena se considerar a possibilidade de estabelecer horários para acessar a rede ou até mesmo instalar o computador em local menos reservado.

Se tomarmos pequenas medidas de segurança, não será necessário classificar a internet como o “bicho-papão” do século, apenas para poupar nossos pequenos de um risco colocado por adultos.

Um abraço,

Dado Moura


O legado de um pai

setembro 5, 2007

legadotxt.jpgÀ primeira vista, quando se pensa na paternidade, podemos considerar alguém que está à frente de uma família sendo o provedor de suas necessidades; pelo menos, no mínimo daquilo que se é exigido. Muitas são as tarefas daqueles que, porque geraram, tornaram-se educadores por natureza. Talvez, se compararmos todos os atributos necessários aos pais, a capacidade de gerar poderia ser classificada como a mais fácil entre todas as demais.

Certamente, educar e formar um novo homem não é uma tarefa fácil. É certo que um dia nossas crianças aprenderão a correr, a andar de bicicleta e, no tempo particular de cada uma, aprenderão tudo o que está nos livros. Saberão discernir o norte do sul, aprenderão a tabuada, navegarão pela Internet com a facilidade de quem já nasceu inserido num mundo globalizado…

No processo de crescimento natural, nossos filhos caminharão, a cada dia, mais longe do “ninho” de onde nasceram. Desvendando os mistérios de um mundo novo, viverão as alegrias que a vida proporciona e também experimentarão os “eclipses”, os quais terão de aprender a superá-los. Serão momentos únicos para cada um, assim como o foram também para nós, os quais ninguém poderá assumir por eles a vez!

Poupá-los dos sofrimentos e prepará-los para enfrentar as suas próprias dificuldades será sempre o desejo dos pais. Entretanto, seria inútil tentar encaixar nossos filhos em um molde idealizado por nós. No nosso tempo, mal sabíamos que – num futuro tão próximo – haveria alguma coisa semelhante ao mundo que temos hoje à nossa volta. Assim o “molde” que se acreditava ser perfeito 20 anos atrás, certamente, não atende às formas exigidas do tempo atual.

Então, com qual bem – que não seria roído pelas traças nem roubado pelos ladrões – eles deveriam ser cumulados?

Da relação familiar, a simplicidade da amizade entre pais e filhos fará refletir na vida deles atitudes equilibradas e de responsabilidade. Mesmo que eles tenham se formado nas melhores faculdades ou estejam trabalhando nas melhores empresas – se não tiverem experimentado a singeleza de se sentirem amados não poderão viver o ato de amar.  Esse é o legado que os filhos esperam receber em casa.

Um dia, nossos filhos estarão sentados com os seus filhos [nossos netos] contando histórias de suas histórias. Num passado vivo em seus corações ainda ecoará os sons das convivências em família, regadas de amor nas conversas, brincadeiras e gestos, que tinham como objetivo estampar um sorriso em seus lábios. Saberão que foram amados, pois aquele que detinha a autoridade em casa estava sempre na posição de servo, a serviço de suas necessidades.

Deus, sabendo daquilo que nos seria necessário, presenteou-nos com os filhos. Ainda que estes possam, por algumas vezes, parecer um fardo difícil de levar, a presença deles será para os pais o braço forte e o fôlego a mais para conquistar a vitória de uma vocação – a paternidade.

Vale a pena não desistir daquilo em que acreditamos!

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Um abraço

Dado Moura


Meu primeiro mestre

agosto 7, 2007

pai.jpgA formação de um homem começou quando este, ainda menino, se colocava atento como um discípulo-mirim, aos movimentos e expressões faciais do seu mestre que sempre tinha uma solução para todas as coisas. Consertava relógios, carros, fazia instalações elétricas, construía até casas! Sem conhecer de música, ingressou na banda do exército para garantir melhores condições de vida para aqueles que Deus lhe havia confiado. Concluia o curso ginasial noturno, enquanto aprendia a ler as partituras por conta própria; e mesmo sem instrumento musical estudava e treinava apenas com o bocal de uma tuba.

O que seria impossível para ele realizar, se entendia de tudo? Esse era o pensamento do menino…

Certamente, devido à urgência das necessidades o obrigasse, por muitas vezes, a dar passos maiores do que aqueles que o menino pudera acompanhar. Exigia-se do menino um raciocínio sempre projetado à próxima ação lógica…entretanto, o pequeno discípulo não poderia perder os ensinamentos, pois o tempo não permitiria “aulas de reforço” nem tampouco o dispensaria das “sabatinas da vida”.

O menino cresceu, tornou-se adolescente e hoje, de discípulo passou a ser mestre. Relembrando todos os momentos vividos, pode-se registrar em quantidades múltiplas as qualidades de seu mestre se comparadas aos seus erros. Tal como a água que escorre por um fio de lã, escorria-lhe a hombridade para sua prole.

Ações semelhantes, certamente, são repetidas em muitos outros lares, onde pais que assumiram verdadeiramente o peso e a responsabilidade do seu báculo conduzem sua igreja particular na simplicidade de quem traz nas mãos os calos, e no olhar o vislumbre da verdade que ainda, seus filhos, não chegaram a entender.

Meu pai é show!

Dado Moura


Pais, um espelho para os filhos

julho 18, 2007

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Mais que um canal de provisão, somos modelo de comportamento.

Ao observarmos as brincadeiras de nossos filhos, muitas vezes, vamos nos surpreender com a fiel representação daquilo que, sem perceber, costumamos fazer. Sem muito esforço, perceberemos que até a nossa maneira de falar, gesticular ou de nos comportar são fielmente reproduzidos pelas nossas crianças como se estivéssemos vendo a nossa versão em miniatura.


Podcast


As brincadeiras dos meninos, frequentemente, estão representando as responsabilidades dos pais, através de um personagem que sai para trabalhar de carro, de ônibus ou a pé. As meninas são normalmente as mães que se dedicam a manter a casa arrumada, a preparar a comida, a cuidar do bebê… Em outros casos, certamente, esses personagens podem ganhar um outro “script” como uma mulher empresária, uma professora, médica, entre outros. Tudo dependendo da realidade da família da qual as crianças fazem parte e de sua fértil imaginação. Em algumas circunstâncias, os pais poderão ouvi-las repreendendo suas “filhinhas” com as mesmas palavras que comumente elas são, também, repreendidas. A partir desses fatos, desejo que nenhum pai tenha o desprazer de assistir suas crianças esbofeteando suas bonecas!

Se analisarmos um pouco, facilmente perceberemos que muitos dos nossos valores foram adquiridos por meio do testemunho de nossos pais. Mais que um canal da provisão em casa, eles projetavam, em casa, um modelo de comportamento. Ainda que não tivéssemos contemplado somente seus acertos,  diante daqueles erros os quais testemunhavamos ou fomos vitimas, em nossa decisão infanto-juvenil, “intencionávamos” ser diferentes e assim, não repetir as infelizes atitudes com os nossos próprios filhos.

Hoje, temos a graça de “consertar” em nós algumas coisas que vivemos e experimentamos no passado como filhos; para que mais uma geração não venha a sofrer as mesmas dores. Sem dúvida, mais que super-heróis, os pais são, para os filhos, os modelos mais próximos que lhes transmitirão o senso de responsabilidade, respeito, idoneidade, espiritualidade, entre outros. Acredito ser muito difícil a cobrança de um determinado comportamento, quando os pais não foram os canais para alguns desses valores.

Assim como lembramos os gestos de nossos pais, lembramo-nos também dos momentos em que não seguimos, tão retamente, o que nos foi ensinado. “Os acidentes de percurso”, dificuldades e algumas crises na educação de nossos próprios filhos,  também vamos enfrentar.
A certeza que podemos acalentar é que os valores fecundados na essência de nossas crianças são irrevogáveis e, certamente, serão transmitidos para outras gerações, que seguramente, não chegaremos a contemplar. A nossa pequena família é um espelho de formação para outras e poderá ser a graça estendida até a nossa milésima geração.

Deus abençoe a semente de uma nova geração que começa em cada família.

Dado Moura