Relacionamentos Dado Moura

Uma sogra no caminho

Uma sogra no caminho


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O fato de sermos pessoas casadas, não significa que devemos  deixar de visitar a casa de nossos pais. Contudo, não se pode fazer dessas visitações um pretexto para apresentar um relatório das experiências e das dificuldades da vida a dois.

Muito se fala das interferências da sogra na vida conjugal e nem sempre as opiniões dela, caem em boa hora ou é aceita com naturalidade. Já ouvimos muitas vezes que “em brigas de marido e mulher, ninguém põe a colher”. Se tal advertência é válida para todos os demais parentes, muito especialmente, será para as sogras.

Grandes são as crises estabelecidas entre  nora e sogra especialmente quando ela [a sogra] insiste em querer  agir como mãe não somente do filho, mas querendo fazer as vezes de mãe, também, da nora.
Algumas sogras acreditam que a melhor atitude diante de uma situação, particular do casal, é fazer aquilo que ela própria orienta.
É evidente que a experiência de vida de nossas sogras, são superiores as nossas, mas assim como a vida foi nos capacitando a superar obstáculos, também na vida conjugal aprenderemos a resolver outras questões, agora, assumidas e resolvidas entre marido e mulher.
O problema será maior quando a mãe do esposo perde a noção que o seu menino cresceu, e sem respeitar o momento ou mesmo o lugar, ela dá seus palpites esquecendo que o casal agora, já constitui uma nova família e uma nova história ira ser contada.



Entretanto,  nem sempre, a sogra é a grande vilã ou uma pedra no sapato na vida da nora.
Assim como pode acontecer de sogras perderem a noção que o filho cresceu, há também filhos que não conseguiram se desligar do cordão umbilical com a sua genitora.  Seja por uma dependência financeira, por mimos ou por falta de maturidade, o filho recorre ao “colo” da mãe diante de qualquer pequena dificuldade.  E acostumado com os “amparos” da mamãe,  isso, por sua vez, permite que a sogra também dê seus palpites na vida do casal.

O fato de sermos pessoas casadas, não significa que devemos  deixar de visitar a casa de nossos pais ou desconsiderar as suas opiniões. Contudo, não se pode fazer dessas visitações um pretexto para apresentar um relatório das experiências e das dificuldades da vida a dois. Caso contrário, o almoço ou festas que deveriam ser momentos de confraternização, será aproveitado para que os parentes se “alfinetem” ou transformem o encontro em ocasião para “lavar a roupa suja” em território, o qual, a nora ou genro poderão sentir-se humilhados mediante ao assunto trazido em pauta.

É interessante a gente considerar que cada família, estabelece suas próprias regras e normas, em comum acordo, entre os cônjuges. Uma vez detectado o possível problema, cabe ao casal aproveitar dessa normas para expor, entre si,  a situação que não lhe agrada, no sentido de juntos adequar o impasse.
Se o filho (a) não consegue ainda se separar da mãe, mesmo depois  de casado, talvez, seja  um bom começo, equilibrar o tempo de permanência na casa da sogra.
Por outro lado, para que a mãe do esposo (a) esteja interferindo na relação conjugal do filho, entre essas e outras coisas citadas acima, pode ser um indicador que comentários, os quais deveriam permanecer estritamente entre os muros da vida do casal, estejam sendo ventilados em conversas – mais para ter o que falar ao invés de oferecer ajuda.

Para que as sogras, possam sair das margens dos relacionamentos, basta que elas se lembrem que seus filhos agora têm suas vidas próprias e seus conselhos, quando não for impostos, poderão ser úteis quando solicitados.
De maneira geral, todos nós estamos aprendendo alguma coisa com outra pessoa, assim, também será proveitoso para a sogra aprender com aquilo que a nova geração, a qual faz parte e nora, tem a ensinar.

Um abraço

Dado Moura

*este tema foi sugerido por uma leitora, a quem agradeço a participação.

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