O entendimento diante dos impasses acontece quando há uma troca de ideias e o monólogo cede lugar ao diálogo.
Viver bem um relacionamento significa assumir o objetivo de um compromisso pautado no equilíbrio. Podemos ter anos de convivência conjugal, sem com isso anular a nossa identidade ao nos relacionarmos com nosso cônjuge.
Dessa forma, no decorrer dos dias, apesar da reta intenção, vamos descobrindo que, apesar do longo convívio, não estamos isentos de desavenças pertinentes às nossas vidas.
Ao iniciarmos uma vida a dois, traçamos projetos e idealizamos uma convivência livre de transtornos, mas, por mais que acreditemos na infalibilidade de nossas metas, podemos testemunhar alguns erros na administração de alguns conflitos quando surgem divergências de opinião.
Se há uma coisa da qual não podemos nos vangloriar é a respeito da nossa superioridade quanto às crises e dificuldades durante nossas vidas. Mesmo aqueles que sustentam uma saudável convivência, é perfeitamente natural que, vez por outra, também tenham de enfrentar suas falhas.
Por melhores que sejam nossas relações, ainda assim, jamais estaremos livres dos choques de opinião. Cedo ou tarde, o número de pessoas com as quais nos relacionamos cresce e numa família, apesar dos conflitos (o que é normal), não podemos transformar nossa casa numa arena na qual somente o mais forte sobrevive.
Não será na elevação do tom de voz ou na imposição da autoridade que faremos alguém nos ouvir ou ser convencido daquilo que argumentamos. Muitas brigas e debates alcançam drásticos desfechos quando a consciência é dirigida por uma razão irredutível ou sedenta de vencer uma discussão a qualquer custo. Mesmo que para isso seja necessário interromper o discurso da outra pessoa com frases do tipo: “Você sempre diz a mesma coisa!”; “É assim que eu quero que seja!” ou “Você nunca fez isso ou aquilo”… Suprimindo, dessa forma, o direito de fala do outro e sem apresentar uma solução plausível à questão em pauta.
O entendimento diante dos impasses acontece quando há uma troca de ideias e o monólogo cede lugar ao diálogo.
Graças às exigências dos nossos convívios, somos impulsionados a nos “desinstalar” de nossa autosuficiência. Reconhecer nossa fraqueza ou nossa impotência em assimilar algo novo, não minimiza nossa integridade, mas nos faz nos unir, mais uma vez, com a pessoa, seja o cônjuge ou filhos, na intenção do propósito assumido.
Tornar a nossa opinião clara e objetiva – diante dos inevitáveis impasses – é o que faz com que um diálogo flua. Dessa forma, devemos atentar para o modo como tratamos as divergências, pois, a habilidade em resolver uma questão delicada está na maneira como alcançamos seus resultados. Assim, aprenderemos nesse percurso a acolher as ideias da outra pessoa, percebendo que, em muitas ocasiões, “perder” numa discussão pode significar ganhar em conhecimento a partir de outra perspectiva.
Deus abençoe
Dado Moura






Sei que o dialogo é muito importante em nossas vidas, mas as vezes é tao dificil de o outro entender.
Diálogo – Durante cerca de 20 anos , falei, falei, falei e pensava eu que era diálogo. muitos monólogos e muitos assentimentos que pareciam de concordancia, muitos consentimentos e pouca acção. Não basta ficar pelas palavras, mesmo que sejam diálogos é preciso objectivar e agir e passar pelas crises sem disfarses mas também sem dramatismos. Romanatismo é bom, amor é fundamental, mas uma dose de consciência (tipo receita culinária – quanto baste- qb) de que ninguém está livre das crises de relacionamento, parece que pode ajudar a desenvolver a maturidade relacional e ferramentas de resolução das possíveis crises.
OI Dado
A vida a dois está no respeito mútuo e equilibrio.
Enfrentamos nossoas falhas, pois a vida no convivio tem altos e baixos,
temos que superar.
Um abraço
As vezes os esposos troca o diálogo com sua esposa e seus filhos ,com seus colegas de trabalhos.Em troca de programa com garotas bem mais jovens e ate colegas casada do proprio trabalho.E tem em casa uma mulher cheia de amor pra dar. E gostaria de ser amada pelo sue esposo.As vezes eu o pergunto porque ele tem medo de amar e ser amado numca tem respostas .
Como é bom ouvir e tambem ser ouvida.
Não é uma questão de achar quem esta certo ou quem esta errado, mas de chegar em um consenso onde é primordial o respeito mútuo. Precisamos nos expressar e quando isto não é possível é como se alguém arrancasse de mim o direito à liberdade de expressão. Todos nós temos nossos motivos e porquês que nos faz únicos, só que precisamos nos abrir para outros pontos de vista e respeitar. E, claro vale lembrar que o diálogo é a chave para o caminho da paz.
Obrigada Dado
Olá, Dado.
Eu como sempre dando meus palpites a respeito dos assuntos que vc traz à tona, que são ótimos.
Penso que o problema maior das discussões é, na verdade, a dificuldade que temos de ouvir, de silenciar diante do outro.
Posso falar por mim que, ainda hoje, me pego interrompendo as pessoas e não esperando que elas concluam seus pensamentos e sentimentos expressos através de palavras.
Essa disputa de autoridade existe realmente quando os dois acham que tem razão, mas é impossível se chegar a um consenso sem alguém se decidir a parar de falar. Afinal, são duas versões do mesmo assunto.
Hoje já existe até livros sobre estratégias para se vencer uma discussão, mesmo sem ter razão. Mas, será que vale a pena vencer a discussão mesmo sabendo que está errado?
Portanto, peço a Deus que me ajude e a todos que tem essa tendência a dar sempre a última palavra!
Isso nunca acaba bem!
Dado, voce nos dá forças para muita reflexão. Este texto é maravilhoso. Este final: (“perder” numa discussão pode significar ganhar em conhecimento a partir de outra perspectiva) Lindo demais. Que Deus continue sempre ao seu lado.
Dado,
Graças a pessoas como você, que se dedicam em ajudar o próximo com reflexões incentivadoras, é que continuamos a caminhar! Você é instrumento de Deus!
Deus o abençõe!
Paz e Bem!
COMO É DIFÍCIL A ARTE DE CONVIVER!
SEM DIÁLOGO ENTÃO,TORNA-SE PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL…