Quando os filhos vêm


Tudo aquilo que era vivido entre marido e mulher passa a ser, agora, vivido em função dos horários permitidos pelo bebê.

Dentro do casamento, com a chegada dos filhos, os casais experimentam a passagem do estado de vida de marido e mulher para pai e mãe. Com o nascimento do filho, a vida tranquila estabelecida entre os cônjuges pode parecer, para os mais carentes, que estão deixando de ser amados, pois já não têm a mesma atenção de antes. Para outros casais, a criança veio roubar toda a atenção e o cuidado do mundo, e  acreditam que, justamente por causa do bebê, o relacionamento está esfriando.


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Dentre as muitas adequações que precisamos viver com o nosso cônjuge, a paternidade nos impõe outras mudanças naquilo que antes era vivido apenas entre duas pessoas. O que era necessário para a promoção da harmonia do convívio a dois, passa a ser uma exigência dentro de um triângulo amoroso – pai-mãe-filho.

A mudança repentina de casais de namorados para família faz com que os cônjuges se sintam, momentaneamente, perdidos sobre como administrar as novas tarefas. Novos hábitos deverão ser assimilados pelos casais, pois, aumentam-se os afazeres e o dia continua com as mesmas 24 horas. A criança, recém-chegada, já estabelece aos pais a obrigação de trocar suas fraldas, arrumar a mamadeira e define ao casal novos horários para dormir e acordar, além de fazer costumeiras interrupções do sono durante a madrugada.

Nas 24 horas do dia o “filhote” exigirá dos pais uma atenção dedicada. Tudo aquilo que era vivido entre marido e mulher – os namoros, as atividades de finais de semana, os compromissos sem hora marcada –  passa a ser, agora, vivido em função dos horários permitidos pelo bebê. Consequentemente, todas essas novas atividades, facilmente, vão alterar os ânimos, e a relação conjugal poderá ficar muito limitada; até que sejam estabelecidas novas fórmulas para compensar tantas mudanças.

Alguns casais, diante dessa novidade, podem se sentir “maiores abandonados” ou “mal-amados” em razão da desatenção ou falta de solidariedade do companheiro para o cumprimento das novas tarefas como pais.

Antes mesmo de se fazer um diagnóstico condenando a relação conjugal, é interessante lembrar que na proposta do casamento estão implícitas a aceitação e a educação dos filhos. Assim, se os casais não estiverem unidos no mesmo compromisso ou considerarem que os cuidados com o filho cabem apenas à genitora, problemas certamente vão surgir. Novamente, caberá aos casais o desafio de descobrirem no marido o pai e na esposa a mãe, os quais antes de se tornarem pais, continuam sendo as mesmas pessoas apaixonadas de 9 meses atrás.

Se desejamos ter os mesmos carinhos e atenção de antes, é necessário manifestar a disposição para acolher outras mudanças, que começarão na partilha das tarefas, na paciência e na flexibilidade dos conceitos para o novo que a paternidade e a maternidade traz.

Com a chegada da “cegonha” muitos novos hábitos deverão ser assimilados pelos casais, sem que necessitem abandonar os carinhos de marido e mulher.

Dividir as obrigações alivia a responsabilidade do cônjuge; por conseguinte, propicia o tempinho, suficiente, para se viver com qualidade o momento de pai, agora apaixonado pela mãe.

Um abraço,

Dado Moura

8 Responses to Quando os filhos vêm

  1. Marcela Flores disse:

    Boa noite Dado!
    Estou vivendo a experiência da maternidade pela primeira vez, e com certeza estou cada dia que passa mais apaixonada pela minha vida de Mãe!
    Meu marido já é pai de um guri de 20 anos, hoje com 41 anos, também está vivenciando uma paternidade diferente, mais madura e equilibra

  2. Isis disse:

    Muito bakna msm este site…amei!!!!!

  3. laura de moura disse:

    eu acho mentira td que eles falam pq meu nome é laura de moura

  4. laura coelho disse:

    Dado acho você um genio nas suas reflexões,leio tudo que você escreve e tem sido muito útil na minha vida. Eu escrevo nas horas vagas, alguns textos meus estaõ no ´´recanto das letras e gostaria muito da sua opiniaõ verdadeira,um grande abraço: laura coelho

  5. Daniela disse:

    Quando um filho chega realmente tudo muda. No meu caso, meu marido não aguentou a rotina diferente. Quando nosso filho tinha 5 meses saiu de casa e eu perdi a minha família. Já vai fazer 6 anos e só o que eu quero é a minha família. O que eu posso fazer?
    DANIELA – FORTALEZA/CE

  6. claudia cristina lacerda lemos disse:

    ser mãe e uma benção .a maior realizaçao de um ser humano.o amor puro sincero o unico amor semelhante ao de Deus.

  7. Ludmilaalves disse:

    Tudo muda nas nossas vidas quando os filhos chegam ! o tempo todo é dedicado á eles ,nossos compromissos prioritários são com eles,As pessoa nos ve com outros olhos.Não somos mais convidados á festas,eventos,baladas então nem pensar.Apesar de tudo isso eles nos fazem tão bem com um sorriso meigo sincero sem nenhuma falsidade é algo maravilhoso que transforma as nossas vidas!!1 E nos faz amadurecer ser realmente MULHER!!!!!bjs

  8. Danilo disse:

    Mas, Dado, vc acha que devemos desejar “os mesmos carinhos e atenção de antes”? Vc está se referindo a carinho e atenção “da mesma maneira” como eram antes?

    Temos dois filhos. Pode parecer estranho, mas nossa maior dificuldade está sendo na adptação com nosso segundo filho (uma menina, hoje com 5 meses).

    Acho que, acima de tudo, é necessário garantir que não haja carência afetiva em nenhum dos cônjuges, para não se sentirem “esquecidos”. O homem pode se sentir esquecido pela mulher; a mulher muitas vezes acredita que ela esqueceu de si mesma (não tem tempo para cuidar de si).

    Uma coisa que me ajuda é amar a maternidade de minha mulher. Ver seus olhos brilhando quando olha para nossos filhos me dá muita alegria, participo desse amor.

    Outra coisa que ajuda é reconhecer os esforços do outro, focar naquilo que há de positivo.

    E, claro, o que mais ajuda é o amor pelos filhos, entendido como um “dom de si gratuito”.

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