Estamos no século XXI, em plena era tecnológica. Tempo em que se fala da possibilidade do homem morar no espaço, entre outras coisas, que seriam fantasias algumas décadas atrás. Será que os valores morais mudam tambem com a evolução?
Fomos formados dentro de um padrão, os quais nossos pais achavam estar correto. Fomos obrigados a cumprir regras domésticas e aprender muitas normas, as quais, eles faziam questão que as seguíssemos, entendendo ser essas regras boas para o nosso desenvolvimento como ser humano.
Quando saímos dos muros de nossas de casa e começamos a freqüentar a escola, percebemos que nem todos os nossos amigos zelavam pelos mesmos princípios que os nossos. Mais tarde, na nossa vida adulta, notamos que algumas pessoas vivem às avessas dos valores que para muitos de nós tinham o caráter da nobreza. Sentimos como se estivéssemos na contra-mão do mundo…
São tantos valores que justificados e amparados até mesmo por dispositivos legais, tentam minimizar os efeitos maléficos dos desrespeitos. Entre eles, por exemplo, a legalização do ato de atentar contra a vida daqueles que, sem possibilidade de fuga dentro de um útero, jamais poderão ver a luz do dia.
Por outro lado, simples regras sociais ditam comportamentos tentando convencer que estamos atrasados, que vivemos no tempo dos nossos avós, que não precisamos ser tão radicais ou que devemos despertar para exercer o nosso “direito de liberdade”. Uma liberdade, muitas vezes desenfreada e desequilibrada que contagia e banaliza outros valores envolvendo a muitos em relacionamentos sem compromisso, casamentos sem objetivos, filhos sem responsabilidades, etc…
Em contrapartida, não precisamos ir muito longe para perceber que alguns daqueles que nos rodeavam, acreditando ter domínio sobre a própria vida, se encontram mergulhados em dificuldades que os sufocam, devido às conseqüências de uma falsa liberdade conquistada.
Assim, precisamos redobrar nossa atenção para os momentos em que tentam despejar sobre nós as fáceis justificativas para equacionar problemas difíceis, não importando se para instituí-las seja necessário criar decretos. Contudo, faz-se necessário lembrar que não estamos neste mundo simplesmente para ser mais um individuo nas pesquisas do censo demográfico. Temos um objetivo e uma meta a realizar como pessoa humana, que zela pelos mesmos valores que permanecem vivos por mais de 2000 anos na história da humanidade.
Um abraço
Dado Moura





Dado querido, que artigo maravilhoso! Sem comentários…Um grande abraço.
Ola Dado!!! Eu vejo que a nossa familía de suma importância em nossa vida, temos que ter atitudes na nossa escolha,colocando em prática td que aprendemos com os nossos pais, escola, trabalho e na nossa igreja. Só temos duas escolhas, cabemos a nós faze-lás com responsabilidades e td, com certeza dará certo!!! não esqueçando daquele que nós ama tanto, “JESUS”, bj, na paz
“…faz-se necessário lembrar que não estamos neste mundo simplesmente para ser mais um individuo nas pesquisas do censo demográfico.”
É verdade, assim como diz na música do Rosa de Saron “Mais que um mero poema”, altamente recomendada ;)
Gostei muito do texto, e em meio a leitura lembrei que, como muitos lares hoje já não possuem uma estrutura de “Pai, Mãe e Filho”, nem sempre o indivíduo tem o aprendizado dessas “regras” de vida, como vc cita, criando suas próprias regras de acordo com exemplos da escola, da rua, da internet… enfim, de outros relacionamentos que não um familiar exatamente.
Um dia ainda escrevo bem como vc! Ae te mando o link do blog que criarei hehehe
Abraços!
Sigo cegamente à Tradição e o Magistério da Santa Igreja Católica.Sou santa e pecadora,assim,como o corpo da igreja o é.E que somos nós.O que sustenta a minha fé,é a Eucaristia;sejam leigos,sacerdotes e bispos desobedientes a ela,cabe a Deus julgá-los.O Livre Arbítrio é a beleza da nossa Igreja: Nada impõe-nos,ela,adverte-nos e é Sábia,pois,a inspiração que a SS.BentoXVI recebe,vem do Espírito Santo-infalível-e não tenho que questionar,discutir:Jesus disse quando apareceu aos onze discípulos e repreendeu-os por causa da falta de fé,pela dureza de coração,porque não tinham acreditado que o tinham visto ressuscitado :” Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura”.(Marcos 16,9-15) A partir dos ensinamentos de Jesus e sem caretice,optei por ser divulgadora da Palavra e com obras e cheia do desejo que ELE AUMENTE A MINHA FÉ TODOS OS DIAS pela opção de vida que tomei e sei que foi bem escolhida para a Glória de Deus e salvação.Amém! Bjs.
Querido Dado
“A páscoa existe para nos lembrar deste momento inigualável chamado ressurreição.
Ressurreição do sorriso, da alegria de viver, do amor.
Ressurreição da amizade, da vontade de ser feliz.
Ressurreição dos sonhos, das lembranças.”
Um grande abraço!
Dado.
É O TIPO DE TEXTO QUE ASSINARIA EMBAIXO.
perfeito!!!
Concordamos maravilhosamente bem!
Somos únicos!!
:)
Muito complexo, não é Dado? Envolve campos demais da ciência além de nossa própria escolha.
Talvez a melhor resposta seja investigar o que temos dentro de si mesmos, em termos de direito – o que podemos fazer (não ter) para sermos felizes?
Até onde podemos ir sem ferir o outro? Porque é importante seguir padrões e adotar hábitos que nos mantem geração após geracão, infelizes?
Abraço – e bacana teu Blog
T§
É, Dado, você pôs o dedo na ferida. O relativismo é talvez o nosso maior desafio na atualidade. Nos nossos relacionamentos, acreditamos ser bastante inteligente acreditar que não há verdade objetiva. “Cada um tem a sua verdade”, isso parece ser um sinal de tolerância e respeito. Mas quando as divergências surgem, quem se refugia nisso é aquele que não quer abrir mão de “sua verdade”, numa obstinação que nada tem a ver com tolerância. No fundo, o relativismo é fechamento à comunhão.
E o problema do relativismo se estende para outros campos. Quando se fala em Democracia, por exemplo, a maioria dos nossos contemporâneos acredita que só pode haver democracia num sistema de relativismo moral, em que a maioria possa decidir o que quiser. Mas, na verdade, a Democracia não se sustenta sem um conjunto de valores fundamentais (chamemo-los “direitos humanos”), que devem ser vividos em comum. Isso era muito claro para os primeiros teóricos da democracia (na época da independência americana), mas foi-se criando a idéia de que não podem haver valores perenes, objetivos e válidos para todos, e que isso é essencial à democracia. Num sistema relativista, a democracia é na verdade a lei do mais forte (hoje, especialmente, dos que detêm os meios para formar a opinião pública).
Infelizmente, o relativismo se infiltrou inclusive em muitos de nossos irmãos, na Igreja. A fé é muitas vezes vivida ao gosto de cada um. E a liturgia, “lex orandi”, é relativizada, quando vemos sacerdotes agindo mais como árbitros do que como ministros do mistério. Não à toa, a preocupação da Igreja nos últimos tempos. Muitos documentos sobre a Eucaristia foram escritos nos últimos anos:, Ecclesia de Eucharistia, Mane nobiscum Domine, Redemptoris sacramentum, Sacramentum caritatis. Sinal mais claro da preocupação da Igreja é impossível! Nossas celebrações refletem a nossa fé; se as celebrações são feitas “ao gosto de cada um”, talvez a fé também comece a ser: “lex orandi, lex credendi”.