Relacionamentos Dado Moura

Um sentimento chamado paixão

Um sentimento chamado paixão


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A paixão deverá ser capaz de acender o “pavio” do verdadeiro amor

Quando se fala de paixão, freqüentemente fazemos ligação com algo relacionado ao amor ou ao sexo. De alguma maneira, esta se caracteriza por nos impulsionar a realizar nossos mais profundos desejos. Ela, nos estimula a levar um projeto de vida até o fim.

De outra maneira muito particular, sabemos que a paixão também está relacionada à dor e ao sofrimento. Na história da humanidade, é conhecida a atitude d’Aquele que, por viver um profundo amor por cada um de nós, e ultrapassando todos os limites, viveu o extremo da sua paixão, entregando-se à morte.

Impulsionados pelo desejo intenso de alcançar um objetivo e presos à mágica do sentimento da paixão, também estaremos dispostos a viver o extremo de nossas escolhas. Quando estamos apaixonados, este sentimento faz disparar o coração, nos tira a fome e nos faz suspirar ao ouvir ou pronunciar o nome da pessoa amada, que nos atrai a atenção. Sem olhar o que teríamos de deixar para trás, troca-se horas por ricos segundos na companhia de quem nos encanta.

Como que escondidos nas facetas da paixão, parecem estar os efeitos anestésicos de um desejo, que, muitas vezes, inibe nossa razão e minimiza nossa racionalidade. Seduzidos por uma inebriante atração e impulsionados pelo sentimento fugaz da paixão, podemos desejar nos arriscar a fazer coisas que poderiam ofuscar nossa ideia sobre aquilo que acreditamos ser o inicio de um relacionamentos ou investir nossos esforços em uma relação, a qual não poderia se sustentar por mais de algumas semanas.

Às vezes, dispostos a romper os limites, quebrar nossos próprios conceitos ou sedados pelo desejo da paixão podemos enveredar por caminhos sombrios, os quais teriam como conseqüência uma relação traumática para todas as pessoas envolvidas. Não estamos isentos de viver ou nos deixar conduzir por um desejo, criado a partir de fantasias e ilusões, acreditando que uma total entrega à alguém poderia fazer durar um relacionamento. E antes mesmo que sejamos totalmente tomados por tais impulsos é necessário a retomada da lucidez, enxergando que por mais agradável que alguém possa parecer, ainda estamos trilhando os primeiros passos na arte do conhecimento sobre o outro.

O sentimento de se estar apaixonado, deverá ser forte o bastante para propiciar o nascimento de um relacionamento duradouro. Tal qual a chama momentânea de um simples fósforo, a paixão deverá ser capaz de acender o “pavio” do verdadeiro amor vivido sem compensação ou recompensas.
A paixão constrói e abre o caminho para firmar o germe do amor dentro do relacionamento a dois. Um amor que nos chama a praticar a experiencia de compartilhar nossos dias, abrindo espaço para alguém na nossa vida. Contudo, embora envolvidos completamente por este primeiro sentimento, não podemos perder de foco, o interesse pelas descobertas dos valores e qualidades daquele (a) que nos faz sonhar, a fim de avaliar o futuro desse relacionamento.

O nosso amadurecimento, acumulado das experiencias de outros relacionamentos, poderá nos ajudar a ver e a reafirmar a importância de estabelecer nossos relacionamentos no amor verdadeiro, e não apenas no sentimento da paixão esvaziada do firme propósito.

Deus nos abençoe. Abraços

Dado Moura

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