No comum do nosso dia-a-dia, raramente encontraremos mulheres com medidas de meninas de 16 anos.
Na busca de maiores chances de trabalho, nossos modelos aceitam viver a ditadura de um modismo que impõe padrões de medidas existentes somente para bonecas.
O glamour das passarelas, dos holofotes, das inúmeras viagens e de grandes somas de dinheiro são alguns dos fatores que agem na cabeça de muitas moças e rapazes que sonham tirar proveito da beleza como trabalho.
Com medo mortal da balança, algumas pessoas comem cada dia menos e não satisfeitas com seu “peso pena”, satisfazem-se comendo “brisa” e mesmo que pudessem ver suas próprias vértebras, ainda assim se achariam obesas.
Forçando a si próprias a fazer jejuns intermináveis, punem-se, provocando vômitos quando imaginam ter ingerido algumas calorias a mais…
O fim trágico dessas pessoas é retratado nos jornais e revistas. Afinal, elas, por algum tempo, tornaram-se celebridades nos quatro cantos da terra.
Outras pessoas que não tiveram a chance do brilho dos holofotes trilham os mesmos caminhos, lutando no anonimato contra as celulites que apareceram após ter adquirido uns quilinhos a mais, ou depois de terem alcançado a graça da maternidade.
No comum do nosso dia-a-dia, raramente encontraremos mulheres com medidas de meninas de 16 anos. Por outro lado, encontramos adolescentes que acreditam não merecer o próprio corpo. Essas, sofrem o martírio do complexo de não aceitar a própria condição, mesmo sabendo que estão em fase de transição.
Muitas mulheres acreditam que já ficaram para “titia” porque atingiram a idade dos 30, outras se acham horrendas por não ter o corpo semelhante ao de uma determinada artista ou, ainda, por não ter a chance de fazer uma lipoaspiração.
Outro sonho que estão vendendo é a oportunidade de aplicar alguns mililitros de silicone em determinada área do corpo. Com medo de perderem o namorado ou de não conseguirem encontrar um, muitas se deixam levar ao julgo dos “Morlocks” do século XXI, tal como no filme “A Máquina do Tempo”(*).
É natural o cuidado do corpo e da saúde, mas vale a pena lembrar que esses cuidados não poderão trazer o complexo de “gata borralheira”.
Podemos correr o risco de acolher a idéia de que não somos dignos para o mundo, e por isso não temos motivos para ser feliz.
A diversidade da beleza traz velada a graça de Deus. Entretanto, às vezes, esquecemos que Ele, na sua onipotência, concedeu-nos a riqueza exclusiva do nosso jeito de ser, da nossa capacidade de sorrir e de amar. Nosso convívio ganha um sabor especial quando estamos com alguém que gosta de si próprio.
Um abraço,
Dado Moura
* (desculpem-me por forçar essa viagem no tempo)






Oi Dado! Estou sofrendo por não conseguir aceitar meu corpo, eu queria ser diferente. Me culpo por sentir inveja e ciúme, e já notei que as pessoas que gostam de mim estão se “afastando” pela minha atitude de não-aceitação. Só Deus pode curar isto em mim! Reze por mim! Abraço!
É o que ensina o mundo e seus valores, que a pessoa vale pelo que aparenta, é a cultura da máscara. Infelizmente estamos vivendo um tempo em que o papel de educar os filhos, passar-lhes valores foi transferido da família para o mundo, com isso o ser perdeu seu valor.
Quantas vidas equivocadas, quantas síndromes, transtornos! A vida é tão curta e esses conceitos ainda a reduzem mais.Se faz URGENTE o retorno a Deus e todo o Seu ensinamento.
Concordo com quase tudo…. pena que você envolveu Deus na história…
Olá! Cheguei aqui por acaso e depois de dar uma vista de olhos em alguns textos, resolvi fazer deste blog uma passagem obrigatória.
Quanto a este último texto, de facto, hoje em dia existe uma insatisfação imensa com o próprio corpo. Se, por um lado, existe uma grande pressão por parte de alguns profissionais que faz com que isso aconteça, por outro lado, julgo tratar-se tambem de uma falta enorme de amor-próprio e uma insegurança exarcebada.
Tenho 35 anos e, apesar de me dizerem constantemente que sou uma sortuda por ter o mesmo corpinho que tinha aos 20, a verdade é que não me imagino a “cortar” um bocado de carne, ou a “implantar” seja o que fôr, para agradar a um homem ou á sociedade. Tenho amor próprio suficiente para “exigir” que gostem de mim tal e qual como sou e quem não gostar… não seriam umas mamas artificiais ou 2 ou 3 kilos a menos no rabo que me iriam tornar uma pessoa mais amada.
Sou vaidosa, gosto de me arranjar, de ser desejada, admirada, como qualquer mulher… mas com aquilo que é meu!
É uma pena que as mulheres de hoje em dia estejam a perder este amor-próprio e se estejam a deixar arrastar por uma pressão que, mais do que uma simples questão de vaidade, acaba por se tornar num gravíssimo problema de saúde…muitas vezes com um final trágico.